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Precários motorizados

por Fernando Lopes, 3 Fev 11


A sociedade portuguesa é cheia de paradoxos. Os portugueses amam os carros (eu que o  diga), e a compra de um carro novo normalmente envolve variadas componentes, sendo que nenhuma delas é a racionalidade.

Feito este mea culpa, compete-me dizer que achei esta notícia estranha e merecedora de reflexão. Os jovens portugueses até aos 30 anos foram proporcionalmente os que mais dinheiro gastaram e mais carros compraram em oito países da UE. Somos também o país dos oito analisados, em que os jovens têm maior número de carros novos (32% contra 17%).

Não vou extrapolar conclusões precipitadas (uma vez que não existe crédito para habitação, podem perfeitamente investir num carrito), mas lá que é estranho, lá isso é.
E andam os Deolinda a fazer hinos aos precários ... precários sim, mas motorizados.
O desenvolvimento da notícia aqui.

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5 comentários

De Fenix a 03.02.2011 às 14:59

Caro Fernando

Pois eu atrevo-me a tirar conclusões "precipitadas": o hino dos Deolinda como sabemos relata a realidade; mas há outra realidade que todos nós conhecemos que é o "ideário tuga", de querer parecer o que não é (rico, neste caso) e isto a começar pelos governantes.
Conheço um caso de pessoa muito próxima, há já uns anitos, em que o filho não ia para a faculdade com o carro da mãe (que por acaso nem lhe fazia falta), pois não estava na moda, e tinha vergonha dos colegas (o pai tem um estabelecimento de barbearia, sem funcionários trabalhando muitas horas,e a mãe funcionária pública, simples escriturária) claro que os pais lhe compraram um novinho!!
Esse estudo, infelizmente só vem comprovar que sofremos desde há muito tempo de uma enfermidade que se chama estupidez, e o mais grave é que esta mentalidade se reproduz de geração em geração, e vale (quase) tudo para manter as aparências.

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 03.02.2011 às 15:42

Ana,

Eu não posso atirar a primeira pedra, pois sempre fui um "maluquinho dos carros" desde miúdo.
Claro que os primeiros carros que tive eram usadíssimos e carro novo só comprei vários anos depois de estar a trabalhar.
Mas hoje em dia, com a vida estabilizada, fiz um dos maiores disparates da minha vida, ao comprar um carro de 185 cavalos, para fazer 60% de cidade.
Não é para armar ao rico, é que os homens crescem, mas os brinquedos são os mesmos (carrinhos), só que cada vez mais caros.

Por isso, Ana, aqui tenho de bater a bola baixinho, que também tenho culpas no cartório.

Abraço,
Fernando

De Fernando Lopes a 03.02.2011 às 15:49

Reparei agora no erro do precipitado.
Já corrigido e as minhas desculpas.
Tenho de perder a mania e usar o corrector ortográfico. :-(

De Fenix a 03.02.2011 às 20:17

Fernando, escapa-me alguma coisa no seu último comentário, mas deduzo que teria escrito erradamente a palavra precipitado, coisa em que não reparei. O facto de eu ter posto entre aspas esta palavra no meu comentário, foi porque na realidade não acho a minha conclusão precipitada, e seria então uma ironia.
Se eu tivesse detectado o seu erro, nunca cometeria a indelicadeza de o corrigir.

E quanto a esses "brinquedos", acho muito saudável, desde que não compensem frustrações e não comprometam os orçamentos e as noites bem dormidas.

;)

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 03.02.2011 às 20:36

Ana,
Estava com erro. Imperdoável. E se detectar algum agradeço que seja incorrecta e indelicada e faça o favor de corrigir.

Quanto aos resto, nós homens somos uns criançolas, e os carros os nossos brinquedos favoritos.
É da natureza de grande parte dos homens, temos a mania que somos um Ayrton Senna.

Um grande abraço,
Fernando

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