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O coveiro Aníbal e a ressureição ...

por Fernando Lopes, 19 Mai 11


O coveiro da agricultura e das pescas portuguesas, sofre uma súbita metamorfose, e a passa a defender sectores que ajudou a enterrar em troca de umas míseras autoestradas e CCBs. Acordas tarde, Aníbal. Politiqueiro de vistas curtas, este Aníbal representa o que de mais medíocre existe na sociedade portuguesa. É juntar-se a Sócrates e partilharem a cicuta. O país pode não se transformar num paraíso como num passe de mágica, mas tornar-se-ia bastante mais respirável.

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3 comentários

De M Manel a 19.05.2011 às 22:17

Dear Joseph:

Corto muito mais a direito do que aquilo que provavelmente tens imaginado nas minhas intervenções e admiro quem não pactua com o sistema, desde Jesus a Trotsky.
(Embora o JC seja especial para mim, como sabes)
Vivemos num país de saloios que se julgam ilustrados e ricos, qual burguesia de casca grossa prestes a partir.
Contudo, até ao fim para se salvar, qual naufrágo a tentar-se pôr à tona de água com o pé na cabeça de alguém, poucos terão a coragem de arregaçar as mangas e mudar a sua maneira de estar na vida.
Concordo com o disse o Garcia P, contudo há aqui um factor que não nos pode desculpabilizar:
entregamos uma série de sectores à Europa, mas recebemos rios de dinheiro para converter a economia com imaginação e trabalho. E trinta anos depois, o que podes constatar? Que não houve resultados, porque como referi numa outra vez, trocou-se o ouro pelo dourado.

Formação - alimentaram-se esquemas mirabolantes de gabinetes e formadores, desnecessários e pouco eficientes
Certificação de qualidade - burocracia, que já fez fechar umas tantas empresas
Projectos de investimento - para ganharem os consultores, empresários, importadores de máquinas e os bancos
Inst de apoio às empresas - burocratas de secretária, totalmente distantes da produção
Turismo - completamente "cagão", sem uma perspectiva de crescimento sustentado - qualquer low cost é de capital estrangeiro e é mais barato dormir num 4 estrelas em Bruxelas do que em Lisboa (preço de balcão, não net)

Para não ser maçadora, vou tentar resumir - trabalhar faz mal; se me emprestam, para quê ter dinheiro para pagar, e se há fundos comunitários, aproveitemos, mas para o dia a dia, porque o amanhã logo se vê.

Só para se perceber um pouco: quando acabaram as alfândegas europeias, a então Com. Europeia mandou milhões de contos para indemnizar os despachantes e empregados, e para disponibilizar verba para criação de um negócio próprio. O que sucedeu? Foi tudo devolvido, porque na altura, a Direcção Geral das Alfândegas não percebeu como aplicar, e cada um que se virasse...

And so on, and so on

Bj

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