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Sábado.

por Fernando Lopes, 22 Dez 13

Peguei na filha e fomos visitar os Oporto Lobers. Procurar um número de porta, tocar à campainha, entrar em casa alheia não é o mesmo que visitar uma venda normal de Natal, exige vontade e algum descaramento, mas queria conhecer a rapaziada que tinha tido a coragem de editar as “Crónicas do Autocarro”, que abria assim as portas de sua casa como se isso foi o mais natural do mundo.

 

Encontrei um jovem casal que teve uma ideia: uma vez que por questões profissionais tinham partido para Lisboa, resolveram transformar a sua casa numa Gest House. Junte-se parcerias com artistas e temos uma pequena linha de merchandising simpática e despretensiosa, bem à imagem dos donos.

 

Conversámos, e saí dali com uma impressão muito favorável das pessoas e da casa. Para um grupo que queira passar uns dias na cidade é uma bela opção, económica e central.

 

 

Partimos para um pequeno passeio em Cedofeita e logo à entrada, um alfarrabista. O bicho do livro que é o raio da miúda, obrigou-me a entrar. Passámos uns minutos entre estantes, gravuras, mapas, livros novos e antigos, a folhear velhos exemplares amarelecidos pelo tempo com as palavras a caírem no nosso colo e a implorarem, leva-me, leva-me. Afinal, há muitos livros que merecem uma segunda oportunidade.  

 

 

Surpreendentemente, a partir do desvio para o Breyner havia uma gigantesca feira de rua, com dezenas, talvez mais de uma centena de participantes. Um caos engraçado que deu vida àquela artéria, tão importante quando era criança, mas que tem vindo a cair no abandono e definhamento.Tínhamos de tudo, desde artesanato urbano, livros a um euro, enchidos, músicos de rua, gente que vendia bôla e rissóis caseiros. Ao contrário do que diz Passos os portugueses são empreendedores, para ganhar um dinheiro extra não hesitam em vir para a rua mostrar o que fazem.

 

Retirei-me da feira com um travo agridoce, pois estou certo que muitos não estavam ali por gosto mas por necessidade. De qualquer forma, foi bonita a festa, pá, ver a rua viva a pulsar de gente, da minha gente.

 

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2 comentários

De Alice Alfazema a 23.12.2013 às 20:49

Estou aqui para te desejar um Feliz Natal, cheio de tudo aquilo que desejares.

Feliz Natal!

De Fernando Lopes a 24.12.2013 às 01:32

Minha amiga - acho que te possa chamar assim - embebido no espírito de Natal conquistei umas garrafas de alvarinho da Quinta da Aveleda que é um mimo.

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