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Amor de longa duração.

por Fernando Lopes, 5 Dez 13

Fazendo parte de um casamento longo de vinte anos, consigo compreender porque muita gente se separa. Uns precisam de viver com a constante adrenalina da paixão; é uma coisa bonita mas com duração limitada, pelo que os passion junkies vão saltitando de amor em amor. Uns felizes, alguns nem por isso, vivem entre o estado de graça do enamoramento e a depressão do fim. Outros habituaram-se à liberdade, ao seu tempo e modo e deles não querem abdicar. Ora o amor, principalmente o de longa duração, é um constante jogo de luta, conquistas e cedências em que temos de dar um pouco de nós para fazer feliz o outro. Não há paixões eternas, mas há amores que duram uma eternidade. Querem partilhar sentimentos, análises à séria, experiências? A caixa de comentários está sempre aberta.

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13 comentários

De O Abominável Careca a 05.12.2013 às 22:09

Isto de "amores de longa duração" está actualmente em desuso e as novas gerações querem tudo para ontem e sem abdicar de direitos individuais. Dá muito trabalho manter relações de vários anos?! Dá! Requer muita paciência e tacto de parte a parte para não cairmos na monotonia?! Requer!
E como nisto do "Amor" já Camões dissertava sobre o assunto e sem chegar a grandes conclusões, quem sou eu, um mero mortal que passado quinhentos anos vai tentar descobrir os meandros de tão complexos e intrincados sentimentos entre pessoas!
E em jeito de conclusão, sejam felizes, façam o "amor" com frequência, tentem ser menos individualistas e de certeza que aquilo que pensavam ser sol de pouca dura talvez possa vir a ser perene...

De Fernando Lopes a 06.12.2013 às 07:51

Obrigado pela partilha. Também já tens uns anitos nas pernas...

De henedina a 22.12.2013 às 11:13

Amor de longa duração, não é um pleonasmo? Se for amor não devia ser preciso acrescentar longa duração, pois não?

De Fernando Lopes a 22.12.2013 às 13:44

Muitas vezes nasce, desenvolve-se e definha. O convívio diário com a mesma pessoa durante décadas faz com que nos centremos em coisas práticas. Combater essa monotonia é - na minha humilde opinião - fundamental para manter o amor vivo. Não sou ninguém para dar fórmulas, constato o meu caso.

De aurora a 06.12.2013 às 00:40

O meu é de longa duração:) 40 anos! Casei, grávida, aos 15 e fui mãe aos 16! :):)Momentos bons e outros bem difíceis.Alegria, suor e lágrimas.
A felicidade não existe,o que existe são momentos felizes!
Abraço

De Fernando Lopes a 06.12.2013 às 07:52

Quem disse que os amores adolescentes são fogo-fátuo?

De Ana A. a 06.12.2013 às 15:17

Pode parecer paradoxal, mas às vezes as separações acontecem por amor, ou seja, para preservar a pureza dos sentimentos, e só assim é que se consegue manter uma relação amor/amizade pela vida fora.
Mas isso depende de cada um, e as relações longas transformam-se em companheirismo com a componente sexual, que dá estabilidade emocional e saúde física. ;)
Relacionamentos longos com companheirismo e respeito mútuo, aplaudo e admiro, mas não como um exemplo a seguir, porque cada caso é um caso, e sabemos muito bem que a maioria das relações longas têm outras componentes que os mantêm unidos, que não passam necessariamente pelo amor e o respeito.
Às vezes é só o medo da solidão!

Abraço

De Fernando Lopes a 06.12.2013 às 18:57

Não há da minha parte intenção de valorizar as relações longas. Cada uma é o que é, e mais vale curta e intensa que longa e sensaborona. O que noto que falta por aí muitas vezes é a capacidade de compromisso, que pode ajudar a que ambos sejam felizes, e era sobre isso que queria escrever. E claro que, às vezes, amar é libertar. Também não generalizo que as relações longa implicam acomodamento das partes. Eu e a minha companheira de há 20 anos discutimos muito, questionamo-nos um ao outro, estamos sempre entre o amor e o conflito. Parecemos dois velhos dos marretas, mas defendemo-nos incondicionalmente. O amor é muito estranho.

Abraço.

De pimentaeouro a 07.12.2013 às 20:09

O homem é o ser mais complexo que existe no planeta e dentro da complexidade o amor é o sentimento mais complexo. Um sarilho dos diabos.
Tenho 40 anos de casado e muita água correu pelas pontes...
Cumprimentos

De Fernando Lopes a 07.12.2013 às 21:06

Antes assim, 40 anos sem história(s), seriam uma grande tristeza.

Abraço.

De alexandra a 11.12.2013 às 18:28

Suponho que o "amor de longa duração" passa por um amoldar-se mutuamente, reservando sempre a integridade de cada quem. Mas por muito que se teorize, não significa nada fora do comportamento em tempo real. Assunto difícil, pois ainda agora consigo compreender as tiranias do amor. Note-se que invertidas as letras dá em ROMA. Daí que a esse estado de graça do enamoramento, chamo-lhe arromamento, ha ha.
Também acho que requer paciência e esforço. Pois requer!
Também vejo que às vezes não passam necessariamente por um critério sadio de amor e respeito e pode haver medo à solidão, à transformação essencial que implica o despimento duma máscara social, o derrubamento dum projecto ingenuamente sonhado, etc., etc. Enfim, é um assunto bem profuso. Tive um assombro bestial quando conheci todas as tormentas acumuladas detrás de matrimónios que tinha por modelos até que o dia menos esperado, servem-te o desespero nas mãos e toca sofrer e fazer sofrer...
Aprende-se sofrendo, o importante é saber gerir generosamente esse sofrimento, creio, para o bem próprio e do próximo.
Bem-Hajam os teus/vossos 20 anos!

De Fernando Lopes a 11.12.2013 às 19:28

Para um amor de longa duração é necessário respeito mútuo, infinita paciência e um projecto comum. Claro que pode soçobrar, não há garantias de nada. Falar de amor é necessariamente falar de uma experiência individual e até de características de personalidade. Fui homem de muito poucos amores e todos eles intensos e duradouros, mas também tem a ver com o meu carácter que é estável e pouco dado a estados de "arromamento". Não valorizo particularmente a longevidade per si, mas acho belo que ao fim de 20 anos se possa caminhar lado a lado, mão na mão, boca na boca, com a alegria dos primeiros momentos.

De alexandra a 11.12.2013 às 19:58

Não me estranha que aches belo. É gratificante.

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