Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O delicado equilíbrio.

por Fernando Lopes, 25 Nov 13

Um comentário num post abaixo sobre Marie Le Pen é elucidativo de um mal do mundo ocidental e do “povo de esquerda” em particular. O respeito pela tradições dos muçulmanos não menoriza as tradições ocidentais. Num país árabe respeito os seus costumes, aqui, exijo que respeitem os nossos. Toda a visão da tolerância ilimitada com outras culturas enferma de uma espécie de “síndrome do bom selvagem”, em que todo o estrangeiro é bom, todo o europeu que não aceita incondicionalmente o multiculturalismo é mau. É assim: acho absolutamente intolerável que os muçulmanos franceses insistam no uso da burka, que limitem os direitos das mulheres, que se aproveitem das benesses da segurança social para viver à custa de subsídios. Que fique bem claro, há muitas zonas cinzentas. Aceitar o outro, obriga-nos a mostrar o melhor de nós mesmo, a tolerância, mas também o respeito pelos nossos valores.  Os de Marie Le Pen, a intransigência e xenofobia, não são os meus; mas também não aceito a indulgência ilimitada, baseada em sentimentos de culpa que não tenho. É profundamente errado enveredar por maniqueísmos simplistas, venham eles de onde vierem. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

11 comentários

De aurora a 26.11.2013 às 18:58

Completamente de acordo!
Abraço

De Fernando Lopes a 26.11.2013 às 20:08

Não deixo de ser de esquerda, mas recuso-me a enveredar por simplismos ou apoios incondicionais seja a que causa for. Os emigrantes de diferentes culturas valorizam uma sociedade na medida em que trazem modos diferentes de ser e de ver. Como em tudo na vida, há bons e maus. Ser preto ou árabe não transforma ninguém em vilão, mas também não dá direitos extra de cidadania.

Abraço.

De golimix a 27.11.2013 às 08:32

É um assunto que tem mesmo que se lhe diga.

De Fernando Lopes a 27.11.2013 às 19:12

Sabes, sinto-me dividido. Sei o que sinto, mas não sei essas são tenho as respostas certas às minhas dúvidas.

De Carla Pinto Coelho a 27.11.2013 às 11:58

Concordo contigo, até porque acho que é desrespeitoso ir para um país estrangeiro e tentar impor costumes e tradições do país de origem. «Em Roma, sê romano» e tem mesmo de se perceber que assim que se aceita ir para outro país e se procura usufruir dos direitos desse mesmo país, também se tem de praticar os deveres. Até porque nenhuma mulher ocidental entra num país muçulmano de cabeça destapada, nem a comportar-se como «em casa».

De Fernando Lopes a 27.11.2013 às 19:15

É verdade. Agora já quase não há turismo no Magreb, mas os turistas ocidentais tendiam a ser desrespeitosos, como se andar de mini-saia fosse normal. Em meia-dúzia de visitas «à manada», passei por alguns constrangimentos com as companhias de viagem.

De Sílvia a 28.11.2013 às 09:00

Vivo em Bruxelas há quase três anos e confesso que o crescente nível de fanatismo islâmico que vamos testemunhando por cá através dos noticiários deixa-me muito, muito assustada. Depois, façamos contas: se um europeu "de origem" tem em média um vírgula qualquer coisa filhos e um imigrante oriundo de um país islâmico ronda os três ou mais, já adivinho que os meus tetranetos irão falar árabe como língua materna...
A Europa abriu os braços a outras culturas, mas pelo andar da carruagem, acabará destruída por elas.

De Fernando Lopes a 28.11.2013 às 18:53

A crescente influência da comunidade islâmica de que falas é tranversal a quase todos os países europeus. Creio que em muitos aspectos estará relacionada com os fracos apoios à parentalidade e as alterações sociais que vivemos. Li num estudo qualquer que em 2030 Lisboa seria a capital europeia com mais habitantes de origem africana da Europa . Vivemos num mundo de miscigenação e tal não é forçosamente mau, apenas uma nova realidade que traz problemas e desafios.

De pimentaeouro a 05.12.2013 às 00:11

Em Lisboa consegue ver-se que africanos, ucranianos e agora até chineses se adaptam ao nosso modo de vida (as chinesas de mini-saia até são jeitosas ).
A excepção são os muçulmanos que querem viver cá como se estivessem nos países de origem.
Se não gostam podem ir-se embora.
Cumprimentos.

De Fernando Lopes a 05.12.2013 às 19:18

A diferença dos muçulmanos estará relacionada com o seu apego à religião e consequentemente a costumes atávicos. Também existem radicais noutras religiões, não são é tantos. Quanto às mulheres, meu amigo, a beleza está relacionado com outros factores que não a etnia. Já as vi belas de todas as raças.

De pimentaeouro a 05.12.2013 às 21:05

Graças a Deus...

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • JOSÉ RONALDO CASSIANO DE CASTRO

    O Pretinho do Japão é citado, como profeta, em Ram...

  • Anónimo

    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

  • M Manel

    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

  • M Manel

    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...