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Os miúdos e o casamento gay.

por Fernando Lopes, 18 Nov 13


Quem me conhece sabe não tive educação religiosa, sou o único homem de 50 anos que conheço que não é baptizado. Fiz um casamento civil e finca-pé em não tornar a minha filha uma ovelha do rebanho católico. Ainda hoje é difícil quebrar convenções como o baptismo. Deixarei a criança escolher, e apoiá-la-ei nas suas escolhas, mesmo que decida ir para freira. Uma amiga minha, psicóloga de profissão, colocou este vídeo no facebook. A homofobia parece-me ser mais cultural que espontânea.

 

Como gosto de colocar difíceis perguntei  à Tilucha:

- O que achas sobre as pessoas que são gay?

- Não me importa. As pessoas gostam de quem gostam.

- Se tivesse uma amiga gay, deixavas de ser amiga dela?

- Não, assim até ganhava uma amiga nova.

 

Confrontei-a com a homossexualidade feminina, porque para os heterossexuais é sempre mais difícil aceitá-la no nosso género. É igual a todos os miúdos do vídeo. Felizmente, no longo prazo, a homofobia será coisa do passado.

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6 comentários

De golimix a 19.11.2013 às 17:14

Reacções simples para algo também simples.

De Fernando Lopes a 19.11.2013 às 19:10

As séries, filmes, telenovelas e outros media, fizeram com que o assunto deixasse de ser tabu. Neste aspecto houve uma nítida alteração de mentalidades. Felizmente.

De Carla Pinto Coelho a 27.11.2013 às 12:21

Respeitar não implica considerar «normal». Para mim, não é. Mesmo a questão da co-adopção me levanta muitas dúvidas. Talvez se tenha de ter a consciência que cada caso é um caso e não entrar em generalizações cegas.

De Fernando Lopes a 27.11.2013 às 19:20

É assim: interessa menos a orientação sexual dos pais que os cuidados que têm com os filhos. Não há nada que prove que ser criado por homossexuais tenha implicações nas tuas opções desse calibre. Antes ser criado com um casal gay que com pais que dão maus tratos. A tua questão coloca-se por os homossexuais masculinos (os femininos não sei) tendem a ser promíscuos. Se for uma casal afectivamente estável, no problem.

De Carla Pinto Coelho a 27.11.2013 às 19:27

Não, não é nada disso, não está necessariamente ligada com a promiscuidade, até porque já tive um aluno cuja mãe se prostituía em casa e uma aluna iniciada na prostituição aos 11 anos por uma tia e pela mãe, só para citar dois casos.

A minha reticencia, e daí ter dito que cada caso deve ser analisado como único, tem a ver com os motivos da adopção e a importância de ter uma figura feminina e masculina durante o crescimento e a formação da identidade.

Sei, por experiência própria, que não é saudável viver sem uma figura paterna definida e como isso acarreta problemas mais tarde.

De Fernando Lopes a 27.11.2013 às 19:39

Não achas que as crianças têm mecanismos de compensação e auto-equilíbrio? Confesso a minha ignorância no tema, até porque fui criado numa família «normal».

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