Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Demasiado confessional.

por Fernando Lopes, 5 Out 13

Um erro comum cometido por gente que inicia uma segunda ou terceira relação, é pensarem que a sua anterior experiência deve ser passada integralmente ao novo parceiro. Essa forma de abordar amores antigos, descrevendo-os de forma exaustiva, é erro crasso. O respeito pelo passado e uma sábia gestão do futuro obrigam a parcimónia no que se confessa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

7 comentários

De Carla Pinto Coelho a 05.10.2013 às 15:15

às vezes há outro problema: duas pessoas do sexo oposto são amigas, uma puxa pela outra para a ajudar a resolver as suas confusões amorosas passadas e, quando dão conta que o que queriam mesmo era fundir-se amorosamente uma na outra, lá está o dito passado confessado com todos os pormenores escabrosos a atrapalhar.

De Fernando Lopes a 05.10.2013 às 18:42

Numa amizade homem-mulher há sempre um micro-grau de tensão sexual. Mas nunca tive esse problema. Aliás seria incapaz de confessar, fosse a quem fosse os pormenores (escabrosos ou não). O que é feito debaixo dos lençóis fica debaixo dos lençóis.

De Carla Pinto Coelho a 05.10.2013 às 19:28

Sinceramente, e no momento em que te escrevo, não tenho qualquer tipo de interesse sexual nos meus amigos, mas já aconteceu.

Não estava a pensar em pormenores da intimidade, estava a pensar em situações ou razões para as coisas terem corrido mal. Sempre tive uma grande necessidade de proteger os homens de quem gostei. Bem, também já deves ter dado conta que quando falo dos assuntos não dou grandes pormenores, ou não o faço de forma declarada, o que atrapalha quando os amigos estão a fazer o papel deles. Posso acabar por dizer: «o que aconteceu foi isto», mas não na totalidade.

Agora que estou a pensar nisto, dou-me conta que me exponho muito mais a mim do que a pessoa de quem gostei.

As relações interpessoais são do camandro. (:

De Fernando Lopes a 05.10.2013 às 20:00

Pelo sei és a irmã mais velha de dois rapazes, e o papel maternal que foste obrigada a desempenhar pode ter influenciado essa necessidade de proteger, que, para mim, duro por fora e frágil por dentro, é uma qualidade. Como tudo na vida (e aprendi isto com os anos), não se pode ser demasiado sincero. Devemos funcionar numa "need-to-know basis". Parece coisa de agente secreto mas pode proteger-te e aos teus amores de complicações desnecessárias. Mas, que sei eu ... ;)

De Carla Pinto Coelho a 05.10.2013 às 21:11

Sou a segunda, há um mais velho e dois mais novos. (:

Aprendi isso à minha custa, mais por um erro de avaliação de carácter do que por incapacidade de fechar a boca. Nesta questões do amooorrr sou relativamente verde, o que não quer dizer que não esteja a perceber como as coisas funcionam. Tens toda a razão.

De alexandra a 07.10.2013 às 19:55

As relações íntimas são únicas e intransferíveis. Parece-me terrível e feio pôr a descoberto a intimidade duma relação afectivo-sexual a outra. Recorda-me o que oiço por aqui de "allanamiento de morada", mas da intimidade duma pessoa.

De Fernando Lopes a 07.10.2013 às 20:22

Como bem sabes existe uma "pressão nunca dita" para se considerar que uma relação não deve ter as suas zonas nublosas ou cinzentas. Ainda que os amantes se esquivem, há sempre desconforto latente quando não se sabe tudo. E que expressão tão bonita para intrusão, "allanamiento de morada". Entre citações persas e expressões idiomáticas espanholas, aprendo sempre com os teus comentários. :)

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • JOSÉ RONALDO CASSIANO DE CASTRO

    O Pretinho do Japão é citado, como profeta, em Ram...

  • Anónimo

    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

  • M Manel

    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

  • M Manel

    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...