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Sobredotado.

por Fernando Lopes, 1 Out 13

O menino tinha uma inteligência, capacidade de concentração e memória muito acima do que seria de esperar dos seus quatro anos. Desde os três que se tinha habituado a memorizar os trabalhos e questões da irmã mais velha. Em idade tão precoce sabia o alfabeto de cor, compunha palavras, até frases, sabia os números e a tabuada. Fizeram-lhe testes psicotécnicos, tinham memória e capacidade de abstracção de uma criança com o dobro da sua idade. A irmã decidiu mostrar o talento do benjamim. Ia buscá-lo à sala da pré, levava-o junto dos mais novos, do 1º ano. Pedia-lhe para fazer pequenas contas, soletrar, cantar a tabuada.

- Andam no 1º ano e sabem menos que um miúdo da pré?

Foi assim a infância de um menino-prodígio, as suas estranhas aptidões transformadas em número circense, até que disse basta e resolveu tornar-se igual aos outros. A diferença, qualquer que seja, dói por toda a infância, afinal, só queria ser normal.

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2 comentários

De golimix a 02.10.2013 às 19:01

Sempre achei que ser-se sobredotado não deve ser fácil. O ideal é ter um QI elevado para não precisarmos de estudar muito

De Fernando Lopes a 02.10.2013 às 19:32

Mais dramático é que este post poderia ter como subtítulo "baseado numa história verídica".

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