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Para quê?

por Fernando Lopes, 24 Jun 11

Interrogo-me sobre a necessidade que temos de mais informação. Vivemos na sociedade da comunicação, mas não seríamos mais felizes sem ela? Para quê ler jornais, revistas, livros supostamente imperdíveis, assistir a debates, ler crónicas e blogues? Para quê se as certezas de hoje são as dúvidas de amanhã? Para quê esta ansiedade de querer saber sempre mais, de chegar ao íntimo das coisas e das suas causas? Para quê se mais e mais informação só me tornam mais céptico em relação a tudo e a todos, transformando-me num Diógenes de pacotilha?

Não estará na hora de regressar à trivialidade dos dias não pensados, das causas não defendidas, do é assim porque é assim? Não seria tudo tão mais simples? Questionar-me não me transforma num homem mais feliz, apenas mais ansioso e consciente da sua ignorância. O regresso ao básico, à vida vivida sem preocupações filosóficas ou políticas não será o caminho a seguir? Acho que vou passar a comprar "A bola". Por mais que tente, o conhecimento e as certezas cada vez mais se me escapam, ficando apenas a angústia e a impotência de ser um figurante obscuro nesta tragédia em que se vai transformando o nosso mundo, o nosso país, a nossa vida ...

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2 comentários

De Fenix a 24.06.2011 às 23:27

Fernando,

Que era mais simples era...uma felicidade bovina!

Acontece que somos humanos que se encontram em diversos patamares sociais, intelectuais e espirituais e não temos como mudar isso. Se pudéssemos a vida seria mais simples, mas não podemos.

Mas de vez em quando podemos "tirar umas férias", e fingirmos que não nos interessamos pelo que nos rodeia, estupidificar-mo-nos com A Bola ou com outra coisa qualquer e depois sabe bem voltar à tona!

Fica aqui o meu humilde contributo de uma também sobrevivente.

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 24.06.2011 às 23:58

Ana,

Não será a bovinidade de que fala uma forma superior de felicidade, de alheamento?

Pessoalmente é um caminho angustiado e de frustração, procurar sempre mais e ficar sempre muito aquém do desejado.

Mas de facto não podemos mudar a nossa natureza. Como na estória do sapo e do escorpião. Obrigado pelas suas palavras. A generosidade também faz parte da sua natureza. Felizmente. :)

Abraço,
Fernando

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