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Assaltar bancos segundo Rómulo, el Guapo.

por Fernando Lopes, 1 Set 13

No mundo moderno o dinheiro vivo é uma relíquia. Todas as transacções, das mais avultadas às mais insignificantes, se fazem através de um cartão ou de uma transferência online. Excepto as operações com dinheiro negro, claro, mas estas não passam pelos bancos, ou pelo menos, não passam pelas sucursais de bairro. Resumindo, só têm nos seu cofres uma quantidade mínima de dinheiro vivo e, em consequência, já não merece a pena assaltar um banco. Os bancos, por seu turno, descuidaram a vigilância: não lhes rende nada contratarem guardas armados; o cofre-forte está sempre aberto e o alarme desligado; as câmaras apontam para o tecto, e aos empregados, convencidos que uma redução de pessoal os mandará para o olho da rua quando menos esperam, nem lhes passa pela cabeça arriscarem a vida oferecendo resistência.

 

in “O enredo da bolsa e da vida” de Eduardo Mendoza

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