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Bola Nívea.

por Fernando Lopes, 23 Ago 13

Imagem roubada à Nucha, a gaja da franja

 

Na despedida de uns amigos não resisti à piada “Encontramo-nos na Bola Nívea!”. A filha olhou para mim com ar de extraterrestre, e aí percebi mais uma vez o que é o gap geracional. Muitas das nossas praias tinham uma espécie de posto de vigia patrocinado pela célebre marca. Uma referência num mar de gente, toalhas e areia. Modo de fugir à vigilância dos pais e vaguear livremente, encontrar namoradas, marcar um jogo de futebol ou vólei, estar com amigos. A Bola Nívea deve estar quase extinta das nossas praias, há anos que não vejo uma. Marcaram uma geração, o início de um contacto mais livre entre rapazes e raparigas quando isso ainda era tabu. Quantas paixões terão começado com um encontro junto a esse ícone. Era um tempo em que só havia Olá de laranja , ananás e Epá, um gelado dava para três, o famoso “dá-me uma chupa”, se jogava ao prego e a vida era simples: tudo o que necessitávamos para ser felizes estava ali, a dois passos da Bola Nívea.  

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7 comentários

De Carla Pinto Coelho a 23.08.2013 às 10:24

Na Figueira havia uma. Digo havia porque realmente não sei se ainda lá está. A praia era conhecida pela praia da Bola de Nívea e servia, como bem dizes, de ponto de encontro.

Ou a vida era simples ou nós mais inocentes. (:

De Fernando Lopes a 23.08.2013 às 18:41

As duas, minha querida, as duas.

De Alice Alfazema a 23.08.2013 às 21:46

Em Tróia, também, havia uma bola de Nívea e servia exactamente para assinalar "território" e os rádios que a malta levava ao ombro? (tenho uma relíquia dessas no sótão) muito heavy metal...bons tempos! Não havia guarda-sol nem protector solar era tudo a bombar

De Fernando Lopes a 23.08.2013 às 22:42

Parece que havia uma desta em cada praia portuguesa, ou quase . Como é que a Nívea deixou cair um instrumento de marketing como este é que não entendi. E olha que ainda ouço algumas bandas de heavy com muito gosto.

De Rui V. a 25.08.2013 às 02:56

Tens toda a razão. Todinha!
Partilho a saudade do local de encontros que até servia para as mães mais ansiosas dizerem aos pequenos "Se te perderes vai ter à bola de Nivea". Mas nesses tempos, as crianças não se perdiam e o maior dos perigos era o peixe-aranha.
Mas também recordo os gritos de "Ólh'á baaatatinhaaaa" ou da mais prosáica "linguá da sogra".
Decididamente... a NIVEA não sabe o mal que fez!

Belo texto.
Um abraço.

De Fernando Lopes a 25.08.2013 às 12:06

Tinha-me escapado o pormaior de também servir de referências às crianças perdidas. É verdade, "se ter perderes...".

Grande abraço.

De Jorge Silva a 27.08.2013 às 18:20

Muito Bom post.

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