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Clube do Bolinha.

por Fernando Lopes, 22 Jul 13

Do edílico post abaixo, poderão os mais desprevenidos entender que não há conflitos na “minha aldeia”. Existem, e às vezes graves, como quando os vizinhos se pegam por causa da água, ou no caso do rancho, em que, por motivos que desconheço, existiu uma espécie de cisma, criando na pequena freguesia dois grupos folclóricos.

 

Mas existe um atavismo mais irritante. O café que frequento é uma espécie de Clube do Bolinha em que “menina não entra”. Para ser correcto, entra se acompanhada. É tão normal ver uma rapariga ou senhora a almoçar com a família como inédito alguma delas ir ao café sozinha. No Verão, quando arribam as madames e mademoiselles, há um pacto de tolerância em que as espécies estrangeiradas são suportadas se forem aos pares. Fora o mês de Agosto, fêmeas no café, nem vê-las.

 

As pessoas têm internet, televisão por cabo, acesso a jornais e revistas. São tão informadas como qualquer citadino, embora os problemas do poder lhes sejam tão distantes quanto o acesso à capital. O machismo subjacente a esta discriminação é algo que ainda não compreendi totalmente e me transtorna. Como habitante ocasional adoptei a máxima “Em Roma sê romano”, mesmo contra os meus princípios e entendimento.

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