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Bacalhau “Foda-se!”.

por Fernando Lopes, 4 Jun 13

A mãe deve ter enorme desgostou no que o seu ventre gerou. Não bebe, não fuma, nunca diz asneiras. Moderna nas ideias, conservadora nos hábitos, quando pai e avô paterno eram vivos preservava a tradição do almoço dominical. Existia sempre um pequeno conflito sogra-nora, daqueles que nunca descambam mas estão sempre latentes. Naquele domingo tinha-se afadigado a preparar um bacalhau com broa com todos os predicados. A avó observava-a entre o curioso e inquisidor. Um cheiro magnífico. Tira-o do forno, orgulhosa, preparando-se para o levar para a sala quando tropeça no tapete junto à mesa da cozinha. Assadeira quebrada, refeição no chão e um sonoro “Foda-se!”. Foi a primeira e última vez que a ouvi dizer um impropério, mas ainda hoje quando faz o fiel amigo no forno não escapa à graçola:

- Ó mãe, vais fazer bacalhau “Foda-se!”?

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7 comentários

De Alice Alfazema a 04.06.2013 às 20:11

De Fernando Lopes a 04.06.2013 às 20:24

Não me digas que também já fizeste cozinhados com nomes estranhos. ;)

De Uma Rapariga Simples a 04.06.2013 às 22:48

Arrancaste-me uma gargalhada!!

De Fernando Lopes a 04.06.2013 às 22:50

E tu não és uma rapariga difícil de riso fácil?

De Uma Rapariga Simples a 04.06.2013 às 22:51

Ia para responder que não, que era uma rapariga fácil, mas depois achei melhor ficar calada. :D

De Fernando Lopes a 04.06.2013 às 22:54

Difícil pela complexidade. é claro. Nem pensar na intimidade de uma pessoa que não conheço pessoalmente, passe o pleonasmo.

De Uma Rapariga Simples a 04.06.2013 às 22:57

Eu sei, estava só a fazer uma chalaça com a polissemia. :p

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