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O TGV, a velocidade boa e a alta prestação

por Fernando Lopes, 19 Out 11

isto sim, é velocidade boa :)

Passos Coelho arrisca-se a ficar na história como o maior mentiroso da política portuguesa, batendo o record anterior, pertença de José Sócrates. Pressionado pelos europeus que nos querem vender tecnologia e material circulante e sobre o pretexto de que será a Comunidade a arcar com uma parte substancial da despesa, desdiz-se sobre o TGV, velocidade boa ou alta prestação. Contra o TGV, a falta de integração de tecnologia e mão-de-obra especializada nacional ou a duvidosa utilidade de velocidade alta , quando o total do que se transporta por via férrea não ultrapassa os 2% do total das mercadorias. O projecto da alta velocidade arrisca-se a proporcionar empregos temporários ao sector da construção, ficando o ónus da sua rentabilidade para quem vier a seguir. Assim como assim que se lixe, os alemães e franceses já venderam dezenas de milhões. Para quem urra contar as PPPs, expliquem lá, isto não é uma forma encapotada de extorsão semelhantes às PPP?

Observação para os menos perspicazes: a imagem não pretende ofender ou desvalorizar a mulher, é obviamente uma ironia com a expressão "velocidade boa", que é do mais ridículo que tenho ouvido.

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4 comentários

De Ricardo a 20.10.2011 às 09:45

Erro de percepção my friend, não é desvalorizar as mulheres....é valorizar o motociclo.. ;) Abraço!

De Fernando Lopes a 20.10.2011 às 10:38

Brilhante! Essa tua perspectiva alternativa é sempre um must !

Abraço

De MManel a 20.10.2011 às 22:48

"Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa

"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).

O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.

A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.

Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de parlamento, o Soviete Supremo.

Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.

Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?

A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.

Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE.

Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE, parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vossos sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.

Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que temos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.

O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE.

Os procedimentos anti-democráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou.

Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto».
Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade.

Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE.

Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos.

O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (...)

«Eu já vivi o vosso futuro»..."

(achei que tinha a ver)


Bjs

De Fernando Lopes a 20.10.2011 às 23:07

Manel,

Tem tudo a ver e são observações mais do pertinentes. Lá como cá a soma das partes não é igual ao todo. A URSS além do mais unificou-se pela língua oficial (apesar das outras línguas existentes). Como o idioma que falamos é estruturante da nossa forma de pensar ainda temos esse handicap extra. É uma boa reflexão...

Kiss para tu!

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