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E agora?

por Fernando Lopes, 4 Mar 13

Duas manifestações, centenas de milhares de cidadãos nas ruas. A troika indiferente, o governo acossado, mas no poder, o desemprego e a degradação das condições de vida em crescendo, mais um annus horribilis. O facto de a maioria dos manifestantes não serem politizados, atemoriza. Muitos dos que estavam a meu lado voltarão a votar no centrão, que para auto-preservação criou laboriosamente, durante quase quatro décadas, esta acefalia. E agora? Quantos estão dispostos a dar o corpo às balas? Quantos acreditam verdadeiramente na mudança? Temos revolução em Abril ou voltámos a ladrar ao poder em Maio?


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4 comentários

De Ana A. a 04.03.2013 às 14:32

Ladrar ao Poder, claro!

Tendo em conta que o Poder mundial é financeiro, e que a sociedade actual está presa à finança, porque "aderimos" ao sistema capitalista e sem ele já não sabemos, ou não queremos saber viver, claro que quando vamos para a rua gritamos por mais dinheiro, para alimentar as nossas magras finanças caseiras. Como não perspectivamos, por enquanto, outro paradigma, claro que ladraremos ao Poder, para que consigamos sobreviver, "ligados à máquina"!

Desencantada, apenas!

Abraço

De Fernando Lopes a 04.03.2013 às 15:02

Será que não estamos numa fase de ruptura de paradigma? O capitalismo como o conhecemos, ou se adapta e perde voracidade ou definha e morre. Não podemos esquecer que, apesar de tudo, definiu toda uma época de melhoria de condições de trabalho e bem estar. Será autofágico?

Abraço.

De Ana A. a 04.03.2013 às 16:23

"...apesar de tudo, definiu toda uma época de melhoria de condições de trabalho e bem estar."

Claro, e esse bem estar levou a que inconscientemente selássemos um pacto com o diabo, ou seja, agrilhoamo-nos ao sistema, e agora há que romper com as cadeias. Como? Não sei. Suspeito, que a roda gira no sentido de fazer dos nossos filhos e netos, novamente escravos, sem direitos, a fim de que o processo se reinicie: lutar pela suposta liberdade, direitos etc., etc., até à próxima ruptura. No fim de contas é a vida do Homem e seu castigo de Sísifo!

De Fernando Lopes a 04.03.2013 às 17:39

Às vezes recebemos lições de onde menos esperamos. Veja o refendo de ontem, na Suíça, a propósito dos salários elevados. Não me choca que um milionário tem 10 ou mesmo 100 milhões, mas há um ponto a partir do qual a riqueza deixa de fazer sentido, e mesmo de ser útil. Um travão na ganância e uma divisão mais equitativa de rendimentos pode ser a única hipótese de sobrevivência do capitalismo. Se é capaz de se auto-regular para sobreviver ou não, é a minha dúvida. Tenho uma secreta esperança que o bom senso impere.

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