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Portugal, País de poetas.

por Fernando Lopes, 2 Mar 13


Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum 
Cantá-lo bem 
sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém
mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia
eu não espere mais um dia
por aquele que nunca vem 
e aqui esteve presente

Ai que saudade que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém que aqui está e não existe
Sentir-me triste só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste 

Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse",
e lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse
no silêncio que fizesse
uma voz que fosse a minha
a cantar alguém cá dentro

Ai que desgraça, esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza
que nada mais certo existe
além da grande certeza
de não estar certa de nada

Ai que saudade que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém que aqui está e não existe
Sentir-me triste só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste

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3 comentários

De Uma Rapariga Simples a 03.03.2013 às 22:24

Ai, e eu que estava a pensar postar essa música! :D

Já o fiz, de certa forma, quando publiquei o mini concerto que a Ana Moura deu na FNAC.
Primeiras!!! :D

De Uma Rapariga Simples a 03.03.2013 às 22:26

Descomentário: mas o que é que a Ana Moura fez à cara????

De Fernando Lopes a 03.03.2013 às 22:47

Não sei, mas a letra é fantástica, uma espécie de "Estou além" revisitado.

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