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Repetir os erros dos nossos pais.

por Fernando Lopes, 15 Fev 13

 

Quando optamos pela paternidade fazemos a nós mesmo a jura solene de não cometer os erros de que fomos vítimas. Superação é o lema, ser melhor dos que os nossos progenitores. De facto, há um enorme esforço nesse sentido da minha geração e das que me antecedem. Inevitavelmente existe também essa coisa chamada natureza humana, que com aleivosia nos atraiçoa.

 

No meu tempo de menino um dos presentes mais desejados eram a pista eléctrica de carrinhos e/ou comboios. Depois de muito penar, todos sofremos experiências traumatizantes, em que o objecto do nosso desejo era tomado pelo pai, para “montar e testar” o nosso brinquedo. Assim, as primeiras horas a experimentar carros de corrida ou vagões de comboio, eram sempre ocupadas pelo pai devido à sua vasta experiência no tema, mesmo que fosse a primeira vez que montava tal brinquedo.

 

Hoje, cometi o mesmo erro que de geração em geração teima em nos perseguir. O Público lançou uma colecção das primeiras estórias de Lucky Luke. Corri ao quiosque a reservar os exemplares, sobre o pretexto que fariam as delícias da minha filha. Pura mentira. Em primeiro lugar é demasiado nova e com vocabulário ainda incipiente para apreciar aquele tipo de banda desenhada. Seguidamente, dei comigo de olho arregalado e voz grave, a dizer “tem cuidado com os livros, filha!”. Cometi o pecado que verberei. Aqueles álbuns de BD são para recordação da minha infância e não da dela. As minhas desculpas, filha. Prometo tentar emendar-me, e não fazer meus os erros dos teus avôs.

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12 comentários

De Daniel Marques a 15.02.2013 às 00:16

Este texto esconde o verdadeiro motivo da corrida ao quiosque em busca dos livros do Lucky Luke. É que dá sempre jeito ter uma filha pistoleira. Da maneira que isto anda...

De Fernando Lopes a 15.02.2013 às 00:56

De facto, ter uma Calamity Jane por casa pode ser um seguro de vida nos tempos que correm. :)

De nadadenada222 a 15.02.2013 às 09:20

desejo-te um bom fim-de-semana e deixo-te aqui um beijinho super fofinho esperando que sejas muito feliz no resto deste delicioso mês de fevereiro,fica com deus e com os anjinhos e que nossa senhora te proteja!!

De Fernando Lopes a 15.02.2013 às 09:37

Não sendo crente, agradeço da mesma forma.

Feliz fim-de-semana.

De O Abominável Careca a 15.02.2013 às 14:16

Boas Tardes.

Depois de ler o teu post veio-me à lembrança relatos de tempos longínquos em que um petiz que com os seus dois anos de idade se entretinha a fazer rabiscos em todo o tipo de papel, fossem eles sem o mínimo uso ou publicações como o célebre "TinTin". Não havia ninguém por perto para das duas uma ou retirar-me as canetas de mão ou então aplicar-me um valente correctivo?!

Um abraço e bom fim de semana!

De Fernando Lopes a 15.02.2013 às 15:23

Ainda hoje é um mistério como é que essa criança sobreviveu.

De Uma Rapariga Simples a 16.02.2013 às 00:41

Oh tragédia! Eu ja fiz isso, com os meus irmãos!!! Acho que ainda me posso redimir com os meus filhos. :D

De Fernando Lopes a 16.02.2013 às 11:43

Tu vê lá, não me deixes ficar mal! :)

De Uma Rapariga Simples a 18.02.2013 às 22:49

O mais certo é fazer destas parecidas. lol

De Fernando Lopes a 18.02.2013 às 22:53

É uma porra de um ciclo em que certos erros são inevitáveis ou quase. Uma boa merda, é o que é.

P.S. A escatologia está na moda, Viegas oblige.

De Uma Rapariga Simples a 18.02.2013 às 22:57

Porra é das minhas palavras preferidas, merda é do pouco vernáculo que uso, logo, ´tá-se bem. (; As palavras são todas iguais para mim.

É verdade, há coisas que se vão repetir, mas não esqueças o factor "conhecimento explícito" que impede que outras tantos vejam eco nas gerações mais novas. A tua consciência da necessidade de ser diferente é um bom indicador. Vá, nada de medos, estás a ir muito bem. (:

De Fernando Lopes a 18.02.2013 às 22:59

Thanks mama. :)

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