Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Conhecer as pessoas pelo nome.

por Fernando Lopes, 16 Jan 13

Os colegas com que almocei hoje estranharam quando perguntei à empregada do pequeno café como se chamava. Não vejo nada de anormal nisto, nas relações comerciais que mantenho com regularidade gosto de tratar as pessoas pelo nome. Nada mais horrível que o velho psssst!, agora substituído pelo ófaxavor!. Os empregados aqui da bomba de gasolina perto de casa são a Marta, Laura e António. No restaurante onde almoço ao sábado, trato pelo nome o André e Leonel, dois jovens, tão jovens, que ainda me permitem não os tratar por senhor. Não é nenhum snobismo, antes uma forma de empatia e reconhecimento para quem está disponível para nos servir. Tratar pelo nome as pessoas dos estabelecimentos comerciais que frequentamos diariamente é assim tão peculiar? 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

12 comentários

De Carla a 16.01.2013 às 10:27

Nada peculiar, a meu ver. "...uma forma de empatia e reconhecimento para quem está disponível para nos servir" acho que diz tudo.

De Fernando Lopes a 16.01.2013 às 11:47

Confesso que também estranhei a surpresa. É meu hábito e regra de boa educação, penso eu de que... :)

De Uma Rapariga Simples a 17.01.2013 às 11:20

Eu gosto de saber o nome das pessoas e de as tratar pelo nome. Detesto quando querem falar comigo e começam a falar sem se dirigirem a mim particularmente ou usam os psts e coisas do género.

Queres saber o meu? :D

De Fernando Lopes a 17.01.2013 às 13:48

Rapariga de nome, Simples de apelido? ;)

De Uma Rapariga Simples a 17.01.2013 às 13:53

Também. :D

De Fernando Lopes a 17.01.2013 às 14:05

Estás a deixar-me cuco. Nome?

De Uma Rapariga Simples a 17.01.2013 às 14:21

Posso dizer-te que o primeiro já consta da troca de comentários aqui no post, os apelidos são iguais aos de um jornalista já falecido que relacionava África com tudo. :D

De Fernando Lopes a 17.01.2013 às 14:30

Carla Coelho. Vantagem do Sr. Lopes.:)

De Uma Rapariga Simples a 17.01.2013 às 15:11

Sr. Lopes, guarde o segredo muito bem guardado. ;)

De alexandra a 20.01.2013 às 13:29

Uma amiga minha, aqui há uns anos atrás , trabalhava num restaurante fornecedor de calóricas diárias de "batalha", competente por inteiro no seu desempenho. O caso é que, um dia, já depois de muitas, entre olhares gulosos que coitadamente vêm nela um alvo de classe inferior a si mesmos, com o "agravante" de ser mulher, preta, exuberante, de sorriso como um sol...um dia, depois de tantas, farta do tal psssst ", respondeu frontalmente a um cliente: "Não me chamo psssst , chamo-me Bety ". O caso é que a partir daquele episódio, passou a ser tratada como uma igual, enriquecendo-se até, a relação com clientela.
Uma pensa que entre maravilhar-se da beleza e maltratá-la vai um trecho.
Depois de contar isto, só pode parecer-me encantador o teu actuar.
Um abraço.

De Fernando Lopes a 20.01.2013 às 13:47

Nunca entendi bem a desumanização nas relações deste tipo, que são também elas, de certo modo, afectivas. Quem não respeita enquanto cliente, não será respeitado quando estiver do outro lado (e de um modo ou outro todos estamos). É urbanidade básica, acho eu.

Abraço.

De alexandra a 20.01.2013 às 17:39

Concordo bem com o que dizes da urbanidade básica, em coerência com o teu proceder.
Só imaginar o que pode ser uma pessoa exposta de forma permanente a essa desumanização no lugar de trabalho....ai ai ai, que pouco vale esse trabalho, para o tanto suor e lágrimas que te é sugado.
Porque não romper esse clima por outro donde efectivamente, no seu terreno, podem accionar-se vínculos afectivos e de cumplicidades quotidianas.

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • JOSÉ RONALDO CASSIANO DE CASTRO

    O Pretinho do Japão é citado, como profeta, em Ram...

  • Anónimo

    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

  • M Manel

    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

  • M Manel

    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...