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Raramente frequento cerimónias religiosas, sou ateu, sem no entanto deixar de reconhecer a importância da instituição no apoio social e a relevância cultural que possui. Hoje, por celebração da memória do pai de um amigo que é como um irmão, assisti a uma missa de 7º dia. A homilia surpreendeu-me. O padre falou em compadrio, corrupção, fome. Para um sacerdote execrar publicamente e de um modo não muito subtil o governo e o estado a que o país chegou, é porque percepciona algo de muito grave e fracturante na sociedade portuguesa. Quando os actores religiosos não conseguem conter publicamente um discurso de revolta, é sinal de que o fim do mundo pode não ser hoje, mas está certamente próximo. O passo seguinte poderá ser a passagem da teologia da resignação à da revolta. Há um cheiro a pólvora no ar, e alguns clérigos já o pressentem, enquanto Borges, Relvas, Passos e Cª Ldª se entretêm a brincar ao monopólio com as empresas públicas portuguesas. Temei, porque um segundo mais tarde pode ser um segundo tarde demais.

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5 comentários

De Uma Rapariga Simples a 22.12.2012 às 11:01

Conheço pessoas com responsabilidade religiosa que têm sido ameaçadas por se manifestarem. Não se deixaram intimidar e estão rotulados como perigosos. Alguma coisa está prestes a acontecer e não vai ser bonito.

De Fernando Lopes a 22.12.2012 às 11:08

Não sabia, mas não surpreende. Os clérigos que estão mais no terreno pressentem as dificuldades actuais e temem as futuras, e esses têm grande "faro" para os movimentos sociais de ruptura.

De Uma Rapariga Simples a 22.12.2012 às 11:11

Não fazem propriamente parte do clérigo tradicional, o que os torna perigosos ao quadrado.

De Fernando Lopes a 22.12.2012 às 11:15

O Januário Torgal Ferreira de quem tanto se fala agora foi meu prof . na faculdade e já então era assim. Sempre houve padres com intervenção social e política, graças a Deus!

De Uma Rapariga Simples a 22.12.2012 às 11:19

Que nunca lhes falte o fôlego, nem a coragem.

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