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Os velhos do jardim.

por Fernando Lopes, 20 Dez 12

 

 

Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;

 

Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

 

Depois, chamam os pombos…
De pão e milho dão festins
E os pombos falam com eles
Na língua dos querubins.

 

Quando a tarde se despede,
Voltam de novo a ser velhos;
Seguem o rasto do sol,
No lago feito de espelhos

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

O dia vai-se acabando
No seu lento e frio afago,
Um dia vão subir ao céu
Montados nos cisnes do lago.

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

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3 comentários

De Uma Rapariga Simples a 22.12.2012 às 11:05

Se cá tivesse vindo a tempo e horas, não precisava de ter descoberto esta música ontem, por acaso, enquanto conduzia.
Fica a minha penitência. :)

De Fernando Lopes a 22.12.2012 às 11:23

Poema lindo, como todas as coisas simples, não achas?

De Uma Rapariga Simples a 22.12.2012 às 11:26

Acho. É poesia mesmo, nem precisa da música (que lá fica muito bem), para ganhar expressão.

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