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“Casos Arquivados”

por Fernando Lopes, 20 Nov 12

 

 

As séries, tal como as compras a prestações, são coisas que evito sempre que possível. Não gosto de estórias eternamente repetidas, variações à volta de um tema, como quase sempre são as séries televisivas. Em tudo na vida há excepções e existem três que procuro ver: “Boston Legal”, “House” e “Casos Arquivados”. É esta última a minha preferida pela invulgaridade das personagens e da trama. Uma detective (Lily) dedica-se a tentar resolver casos arquivados como insolúveis, “Cold Case”, no original. Toda a acção é suave, quase calma, baseada no raciocínio e intuição feminina. Não abundam tiros ou perseguições a alta velocidade tão comuns nos policiais. Um trio improvável de uma bela, inteligente e mediúnica detective e dois companheiros de meia-idade, completam o ramalhete. Há sempre um acerto de contas com o passado, uma justiça que tarda mas não falha. No final de cada episódio, uma imagem da vítima como um espírito que finalmente encontrou paz. A ver.

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7 comentários

De Uma Rapariga Simples a 20.11.2012 às 14:53

Também gosto da suavidade com que vai alternando entre passado e presente. Muito boa série, mesmo.

Já o House devia ter terminado na 4ª temporada. Se assim tivesse sido, o efeito nos espectadores teria sido arrasador. Depois perdeu-se um pouco.

De Fernando Lopes a 20.11.2012 às 15:56

Um dos pontos fortes, NMHO, é precisamente o jogo de luz- sombra entre passado e presente. E perdoe-me, mas o House era tão cínico que havia sempre um boa piada ou situação obtusa.

De Uma Rapariga Simples a 25.11.2012 às 20:39

Claro, até porque sou grande fã. :)
Digamos que, com as devidas diferenças, ele é o meu homem ideal; tive até a sorte (azar?) de conhecer alguém de carácter muito, mas mesmo muito semelhante. Talvez (que sei que é mesmo por isto) o meu afastamento da série se deva ao afastamento da pessoa em causa.

Em todo o caso, se tivesse terminado na 4ª Temp., acabava em grande.

De Ana A. a 20.11.2012 às 16:33

"No final de cada episódio, uma imagem da vítima como um espírito que finalmente encontrou paz."

Grata pela dica. Estes temas interessam-me particularmente.

Surpreendeu-me vindo do Fernando...

Abraço

De Fernando Lopes a 20.11.2012 às 17:08

Não é um policial místico, e no entanto há um imperceptível cruzamento entre a intuição feminina e uma outra dimensão, talvez espiritual. É esse um dos encantos da série. Tenho a obrigação de a surpreender senão como é que me aturava há quase dois anos? ;)

De Ana A. a 20.11.2012 às 18:27


"Aturo" com todo o gosto, e só lamento não ter um espírito mais activo e criativo para haver reciprocidade, pois às vezes sinto-me uma parasita consumidora e pouco solidária (quando estou apática, entro, leio e saio, sem sequer dar sinal de vida).

:(

De Fernando Lopes a 20.11.2012 às 19:12

Os amigos não ligam a essas minudências, e há muito que se tornou uma amiga, pessoal e do estaminé.

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