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Irmandade Católica

por Fernando Lopes, 13 Nov 12

 

D. José Policarpo revela, em entrevista ao jornal i o porquê da passividade geral da Igreja Católica Apostólica Romana perante a crise. Para ela, tal como para Passos Coelho, a crise pode ser uma oportunidade, neste caso de “evangelização”.

 

Com a clientela fugidia, promove-se o pior da instituição com o intuito de arrebanhar almas. Os portugueses “precisam de reavivar e aprofundar a fé, que corre o risco de se eclipsar no actual quadro cultural das sociedades”. Não esqueço que também existe cidadania, solidariedade e responsabilidade na igreja. Mas a história prova que a religião ganha peso social sempre que a degradação social aumenta. Foi assim na Idade Média, é assim hoje. De certa forma alimenta-se da miséria humana, tanto moral como da famélica propriamente dita.

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4 comentários

De O Abominável Careca a 13.11.2012 às 21:52

Boas Noites,

Há um bom par de meses atrás ouvi numa homilia um pároco afirmar que vivemos numa época na qual a crise de valores é uma realidade mesmo entre os cristãos! Já há muito que vejo uma certa tendência para a instituição católica tentar colocar-se à parte dos reais problemas da sociedade em vez de terem um papel mais pró-activo em denunciar todos aqueles que têm vindo a destruir e transformar a sociedade invertendo tudo aquilo que são direitos consagrados! É inegável o seu papel no apoio as IPSS tapando buracos e substituindo-se desse modo às funções que deveriam ser do "Estado social"!
E em jeito de conclusão as supostas "rezas dos crentes" terão um efeito contrário na tão almejada recuperação económica...

Um abraço deste ateu..."graças a deus..."

De Fernando Lopes a 13.11.2012 às 22:08

Infelizmente, porque a nuvem não pode ser tomada por Juno, este senhor revela uma atitude pouco católica. Acha que a miséria lhe vai trazer mais "clientela": talvez, mas por necessidade, não por fé.

Abraço

De bibónorte a 13.11.2012 às 22:32

Esse sr causa-me alguma repulsa. Duvido que a Igreja venha a ter mais clientela.O povo já foi mais"crente na salvação das almas".Rezar de estômago vazio já foi chão que deu uvas;)
Já viu na net a casa que sua excia tem na sua terra natal?
Abraço

De Fernando Lopes a 13.11.2012 às 22:45

Não será um praticante da teologia da libertação, certamente. Também não penso que os clérigos devam viver numa pobreza franciscana, mas causa-me alguma perplexidade que o padre aqui da paróquia troque de BMW de 4 em 4 anos. 50.000 de carro é muito dinheiro num momento de crise como este.

Abraço

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