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O drama do fumador.

por Fernando Lopes, 7 Nov 12

Hoje saí mais cedo emprego para uma reunião com a professora da minha filha. No caminho até ao carro parei na tabacaria do Sr. Lopes para o meu abastecimento nocturno de cigarros. Ainda catrapisquei a Ler e o Courier mas fiz contas e segui em frente.

 

Na reunião propriamente dita, fico a saber que a minha filha é refilona (não sei a quem sai) e um bocado distraída (idem). No restante cumpre sem dramas as tarefas escolares. Ainda não entendi muito bem que progressos relevantes pode fazer uma criança de 7 anos entre Setembro e Outubro, mas uma vez que a crise bateu fundo no ensino privado somos alvo destes mimos.

 

Chegado a casa inicio o meu strip tease (não, a minha vida sexual não é assim tão extraordinária, o que faço é despir o fato de palhaço com que me obrigam a trabalhar) e não encontro os cigarros. Caíram algures pelo caminho. Aqui começa o drama do fumador, o medo de não ter cigarros. A possibilidade de não estar abastecido de tabaco para um período futuro, gera grande ansiedade entre os viciados em nicotina. Mais do que isso, atemoriza. Tive de sair debaixo de uma intempérie e regressei molhado até aos ossos. Como sei que ninguém lê este blogue confesso que já andei à cata de beatas durante a madrugada para dar umas puxinhas. Aconteceu até não ter isqueiro, colocar o fogão em brasa e, ao tentar acender o cigarro, queimar a ponta do nariz. Querem drama mais excruciante do que este?

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6 comentários

De Maria Alfacinha a 07.11.2012 às 22:35

Correcção (desnecessária, eu sei):
ninguém lê este, ou outro blogue qualquer, excepto quando o seu autor(a) descreve as figurinhas tristes que faz.
I've been there, both places :-)))

De Fernando Lopes a 07.11.2012 às 23:00

Seremos capazes de descrever estas figuras tristes prova que somos pessoas com sentido de humor, capacidade de autocrítica e egos não muito inflados.

De Fernando Lopes a 07.11.2012 às 23:01

E que pomos um boneco com um termómetro na boca quando queremos este...

De Maria Alfacinha a 08.11.2012 às 09:16

Ah, não podias estar mais correcto.
No dia em que deixar de me rir de mim mesma é porque algo está muito errado na minha vida :-)

De Cláudia Neto a 09.11.2012 às 07:43

O melhor de nós!
A capacidade de brincarmos com o ridículo;)
P.S. – a porra da ansiedade é mesmo verdadeira!!!!

De Fernando Lopes a 09.11.2012 às 09:09

E eu não sei? Fico histérico.

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