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um coração que não esquece é indestrutível.

por Fernando Lopes, 13 Out 12

Sou de beijos e grandes abraços, de manifestação física de afectividade, pouco contido e muito exuberante, ao contrário do que fui ensinado. Às vezes, em noites longas que sucedem a dias intermináveis, revejo os meus amores. Como num apeadeiro, passam por mim, em ritmo lento e sincopado, como carruagens. Cada uma é um momento único que vivi. Recordo-os enternecido, com reconhecimento, pois ajudaram-me a ser que sou. Talvez não seja mais que saudosismo da meia idade, sinal de um tempo em que, tendo percorrido a maior parte do caminho, nos damos a balanços. Passam esses vagões e digo adeus, envio um beijo, desejo que estejam felizes. A energia que me permite amar hoje é reforçada por cada memória. Todas me possibilitaram ser melhor pessoa. Um coração que não esquece, está vivo, resiste, e ama hoje com o deslumbramento de ontem.

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2 comentários

De Dalila a 13.10.2012 às 20:17

Assim és, assim somos. E assim és um homem que eu admiro tanto um mano de coração

De Fernando Lopes a 13.10.2012 às 20:32

A amizade também é uma forma de amor. Nessa carruagem viajas sempre, sempre, em 1ª classe.

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