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tenho medo de poder vir a ter medo

por Fernando Lopes, 7 Set 12

Numa entrevista à RTP, o filósofo José Gil desenvolve uma interessante análise ao momento actual da sociedade portuguesa. Com uma classe média a caminho da proletarização, a frase chave é "tenho medo de poder vir a ter medo". Enquanto noutras latitudes as preocupações se centram em doenças ou catástrofes naturais, nos países do sul as angústias maiores são a crise e o desemprego. O medo é amigo dos "mercados", da "flexibilização laboral”, do "estado social mínimo". Faz com que o recente despedimento de milhares de professores não passe de um fait divers, olhado com indiferença por outras classes socioprofissionais. Cria cidadãos angustiados, subservientes, dispostos a tudo para alimentar os seus. Como José Gil, tenho medo deste medo que lenta mas inexoravelmente se apodera de mim. E dos outros.

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4 comentários

De Anónimo a 07.09.2012 às 15:02

Olá Fernando
Vivemos tempos terríveis. O futuro nunca foi mais incerto.
Bj
M

De Fernando Lopes a 07.09.2012 às 15:27

Este sistema torna-nos predadores dos outros por instinto de auto preservação. Não é fácil ser suficientemente forte para resistir ao medo.

Beijo.

De Ana A. a 07.09.2012 às 17:06

Mudam-se os tempos (e as latitudes), mudam-se os medos.

É e será a condição humana...até que a evolução do espírito nos liberte!

Abraço

De Fernando Lopes a 07.09.2012 às 18:38

Somos espíritos livres com a carteira aprisionada pelo lagomorfo. ;-) Podem tramar-me de mil maneiras, mas o confisco à liberdade de pensamento ainda não é possível.

Abraço

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