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Os desempregados das novelas

por Fernando Lopes, 5 Jun 12

são advogados e engenheiros. Têm um apartamento novinho em folha, decorado segundo os ditames da moda. Vestem roupa de marca, num estilo casual chic. Os filhos frequentam colégios. Mantêm sempre o humor e discutem em tom moderado. São educados, bonitos e dão beijinhos. A maioria dos que trabalham gostaria de ter uma vida assim. De novela.

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4 comentários

De bibónorte a 05.06.2012 às 22:29

E os pequenos-almoços? Ele é sumos, bolo caseiro, croissant, leite, café, torradas, fruta...Que sorte têm os filhos dos advogados e dos engenheiros desempregados das novelas!
Abraço

De Fernando Lopes a 05.06.2012 às 22:43

Bem lembrado. Mas a bibónorte sabe muito bem que o pequeno almoço é a refeição mais importante do dia. Além disso, aquela profusão de cor passa bem no ecrã.;-)
Abraço

De alexandra a 09.06.2012 às 14:42

Como estão pintados no post , recordam-me "Las casitas del barrio alto" de Victor Jara.
Não tem conta as vezes que ouvi hoje a palavra criação de emprego da boca duma ministra do governo de Mariano Rajoy , com uma corda que nada tem de substância, safando a transcendência mediática como parte da sua função. Paralelamente, querem redesenhar-nos o espírito ensinando-nos o trabalho remunerativo como sinónimo de felicidade, quando o trabalho não passa de um mal necessário na maioria dos casos sem relação justa de trabalho real com salário obtido. A acumulação de grandes riquezas não vem dada pelo trabalho, mas pela exploração do trabalho. Basta considerar um pouco o mundo que nos rodeia para vê-lo e sofrê-lo desde o próprio e desde o alheio. E não deixam de caber perniciosidades na engrenagem do sistema ...enfim, paro com um haja sorte e bem-haja.

De Fernando Lopes a 09.06.2012 às 15:43

Não conhecia a música e tive de ir ouvir. Obrigado pela dica. A engrenagem "produz para consumires, para seres feliz, e para tornar mais rico o tipo para quem produzes, porque é a ele que compras o que consomes" é, de facto, uma alienação colectiva, um circuito tão enraizado que é muito difícil de quebrar.

Um abraço, obrigado pela participação e pela música!

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