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Alá não é obrigado

por Fernando Lopes, 12 Mar 12

 

A propósito deste vídeo e dos meninos-soldados em África, lembrei-me deste livro, que li há já muito tempo.

"Alá não é Obrigado" é uma obra tão peculiar quanto o seu protagonista e narrador, Birahima, um menino soldado que assiste à morte da mãe e que para sobreviver, sai da sua aldeia em busca da sua sua tia, a única pessoa que pode cuidar dele. Da Costa do Marfim à Serra Leoa, passando pela Libéria, este órfão de "dez ou doze anos" irá passar por diversos exércitos de guerrilheiros, cujos líderes constituem uma riquíssima paleta de personagens inesquecíveis, pelas piores razões: há loucos e sádicos, psicopatas e figuras ridículas. A traição, a morte, a tortura e a mutilação são lugares-comuns por aquelas paragens. O próprio Birahima não é inocente nem culpado. É apenas uma criança que já viu demasiada violência e morte e de quem, à partida, se poderá pensar que já não possuir qualquer noção do Bem e do Mal..."

Para quem quiser ir além da espuma das campanhas, do folclore das pulseiras e cartazes, porque como se diz na primeira frase da obra, "Alá não é obrigado a ser justo em todas as coisas desta Terra."

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