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Até à ilusão.

por Fernando Lopes, 15 Mar 17

A propósito do post aqui debaixo, e de um outro, podemos reflectir no que somos, o que queremos ser, na capacidade de nos reinventarmos, da forma como resistimos às rotinas, como nos focamos no instinto mais básico de nós, a sobrevivência. Cada um, mesmo os mais frágeis, somos resistentes. Durante uns segundos pense-se em todas as voltas e reviravoltas que a vida, a nossa vida, deu. Quantas vezes estivemos perto do tragédia, da morte. De como sobrevivemos aos que nos antecederam, e às vezes. de modo particularmente cruel, aos que nos sucederam. Não te morreu um amigo? Um outro não ficou desempregado, passou dificuldades? Não soubeste daquele colega de escola que acabou agarrado à branca? Não traíste ou foste traído, não te desiludiste com uma paixão que julgavas para sempre? Sobrevive-se sempre a algo ou a alguém, daí que prefira ser «vivente» a «sobrevivente». Inevitavelmente seremos todos mais sobreviventes que viventes. É uma questão de tempo. O que seremos nós afinal? Correndo o risco de uma simplificação absoluta, e consequentemente pateta, posso sintetizar o que hoje sou da seguinte forma: Sou o que resta dos meus sonhos subtraídos das minhas desilusões. Se, como eu, nesta operação, o balanço dos sonhos resistir ao das desilusões, ainda vale a pena estar vivo, porque continuamos a ter a maior capacidade de todas: acreditar no outro. Até à ilusão.

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  • Fernando Lopes

    Estás esta miudagem a provocar os mais velho! ;)

  • Fernando Lopes

    Não sinto isso, a sério. 

  • Anónimo

    Orgulho nos cinquenta que são mesmo cinquenta e a ...

  • MJ

    Mas pode ser um pesadelo!

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