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Gisberta, para que a memoria não prescreva.

por Fernando Lopes, 21 Jan 14

A natureza não é perfeita, muitas vezes engana-se; aprisiona uma menina num corpo de menino, faz com que um rapaz arraste consigo um corpo feminino. Em Fevereiro de 2006, Gisberta, um transexual brasileiro foi vítima das sevícias de um grupo de adolescentes que a conduziram a uma morte prematura. A ignorância, o preconceito, matam. Ficou esta triste «estória» na memória de todos os que tentam compreender quem é diferente, fazer seus os dramas de outrem. Passados oito anos, para que a memória não prescreva, porque é necessário respeitar as «Gisbertas» que caminham a nosso lado, vai à cena no Pequeno Auditório do Rivoli a peça homónima, em que Rita Ribeiro interpreta a mãe da personagem que dá nome ao drama. 

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