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Diz.

por Fernando Lopes, 10 Fev 13

Diz às palavras que tenho medo delas.

 

Diz ao amor que também ele envelhece, se torna surdo, cego e morre.

 

Diz à tristeza que tem em mim poiso seguro, companheiro de jornada, amigo de solilóquio nas negras horas que precedem o dia.

 

Diz à criança que nunca morre, apenas cresce para fingir que é adulto.

 

Diz à vida que é opróbrio.

 

Diz aos ventos que sonho com um regresso a casa.

 

Diz à minha juventude que estou a ficar velho.

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