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Os meus mortos.

por Fernando Lopes, 2 Nov 12

Dispenso o folclore, as carpideiras, as manifestações públicas de pranto, a saudade institucional com dia marcado. Os meus mortos estão sempre comigo, vivos na minha memória, e assim permanecerão até que também eu seja levado. Contar a sua vida à minha filha é a melhor homenagem que lhes posso prestar. Assim, para a geração que se segue, não serão apenas um nome, mas pessoas de carne e osso que lhe dizem de onde vem. Nenhum ser humano é completo se tiver perdido a noção das origens e a sua história.

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