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Pois não. Até parece que se aborta como quem vai ao café. Tenho para mim que tal situação deve ser extremamente dolorosa para qualquer mulher. Se as há que recorrem frequentemente ao aborto, a falta de informação pode ser o problema. E que tal em vez de cobrar taxas moderadoras, usar o dinheirinho na informação e pedagogia destas senhoras? Poupava-se de uma vez só o dinheiro da taxa moderadora, a morte do feto e o incómodo ao sr. dr. Estas atitudes tomadas por profissionais da saúde são sempre alarmantes. Querem taxar em vez de informar e ensinar. E o número de IVGs é de facto chocante, mas o sr. dr. preocupa-se com as causas por detrás do aborto? Não crescerá também por dificuldades financeiras e problemas familiares? Qualquer dia também é sugerido o cartão queca para os pobrezinhos, esses desgraçados que nem métodos anticoncepcionais sabem usar e vão incomodar os srs. drs.

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8 comentários

De Fenix a 17.05.2011 às 20:44

Fernando

Totalmente de acordo!

Pensei que todos os pressupostos do aborto já tivessem sido debatidos o suficiente, aquando da sua legalização. Mas pelos vistos não!

Ou então, como em "tempo de guerra (económica) não se limpam armas", há que taxar tudo e qualquer coisa, que é para "moralizar" ... as contas públicas!

Abraço
Ana

P.S. Quanto ao "cartão queca"...parti-me a rir, apesar da seriedade do post.

De Fernando Lopes a 17.05.2011 às 20:51

Ana,

Se os pobrezinhos merecem um cartão de débito social, porque não sabem gastar o dinheiro e assim, porque não a queca assistida por um(a) dos amigos dos pobrezinhos?

Imagine na voz da Madame Nogueira Pinto:

- Olhe, agora coloca-se o preservativo assim, tá a ver?

- Quer uns empurrõezinhos nas nádegas, ou o menino desenrasca-se sózinho?

- Vá, não diga coisas porcas que o jesus fica zangado!


Abraço,
Fernando

De Fenix a 17.05.2011 às 20:56

Ah! Ah! Ah!

O Fernando não quer fazer parceria com Os Gatos!? Tem muita queda...só lhe falta um grande espaço!!

De Fernando Lopes a 17.05.2011 às 21:28

A madame Nogueira Pinto é uma das minhas musas.

- Quem mais faria ménage-à-trois, com o CDS e o PSD?

- Quem mais chamaria palhaço a um deputado numa comissão parlamentar?

- Quem mais diria o enigma "eu sei que o sr. sabe que nós sabemos"

- Quem mais diria "Idosos pobres usam subsídios em cervejas e doces"

A mulher é uma fonte infindável de inspiração para qualquer candidato a humorista.

Abraço,
Fernando

De M Manel a 18.05.2011 às 10:15

Há algumas realidade que muitas pessoas desconhecem (felizmente) quanto ao aborto.
Contrariamente ao que era esperado, e de uma forma geral,a prática de um aborto voluntário não leva a procurar meios anti-concepcionais de uma forma mais esclarecida.
Desde sempre, este foi encarado como um modo natural de não ter filhos, para algumas mulheres (a minha mãe que foi mais de 35 anos enfermeira no Centro de Saúde da Batalha, freguesia da Sé - Porto, pode nomear bastantes casos).
Contudo, actualmente, há uma protecção intrínseca a quem opta por esta solução - quer o aborto seja involuntário ou voluntário, a mulher que aborta tem direito a 30 dias de baixa, e recebe por inteiro (e não a 65% como por doença) o subsídio por doença, sendo por isso superior a um mês de salário, livre de descontos.
Como o método de provocar o aborto é químico, não envolvendo grande "violência física", não será fácil para uma equipa hospitalar explicar o que realmente está em causa, relativamente ao antes, durante e depois, uma vez que finalmente estamos reduzidos a dois ou três comprimidos, anti-concepcionais, do dia seguinte, ou dos meses seguintes

De M Manel a 18.05.2011 às 10:19

Esqueci-me de referir que este tipo de procedimento não envolve taxa moderadora, quer no acto quer no acompanhamento.
Todas as consultas e intervenções relacionadas com a maternidade são a expensas zero para a mulher no sistema público, para ser mãe ou para deixar de ser.

De Fernando Lopes a 18.05.2011 às 13:50

Manel,

Podes estar coberta de razão, desconheço os meandros do sistema. De qualquer forma valorizo sempre mais a pedagogia do que a taxa como forma de penalização. Como bem sabemos, existem os que usam o sistema e os que se usam do sistema.
Perfiro não tomar a nuvem por Juno e creio que os casos que nomeias são a excepção e não a regra.


beijo,

De Fernando Lopes a 18.05.2011 às 14:10

Aliás, prefiro ...
Estas calinadas ...

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