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O Day After

por Fernando Lopes, 31 Mar 11

 

A inevitabilidade da intervenção do Fundo Europeu/FMI, é uma realidade incontornável. Pode tardar, mas cá chegará. Não pelas mãos de Sócrates, que se recusará a carregar esse ónus, mas será o primeiro acto do governo que vier a tomar posse após as eleições.

A Sábado já faz editoriais bilingues, não vão os assessores de Merkel, quererem ler a imprensa lusitana. E depois temos uma reportagem, para todos os que suspiram pela entrada do FE/FMI. Dois jornalistas, deslocaram-se à Irlanda e Grécia. Trazem-nos uma realidade azeda, feita de desemprego, de baixas generalizadas de salários, de retrocesso social, de filhos que regressam à casa dos pais, de angústia e desespero. É um banho de realidade sobre o que nos espera. "Uma espiral descendente sem solução", como caracterizou Eva, uma grega de 40 anos.

E agora, continuem a berrar pelo FMI. Continuem a votar no centrão. Depois falamos.

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8 comentários

De Fernando Lopes a 31.03.2011 às 23:59

Ana,

Não é o aumento de impostos que me preocupa nas regras a impor pelo FMI.
É o emprego, a saúde e a educação, devido aos cortes que vão acontecer, como é moda agora dizer-se draconianos.
E ao mexer nestes três pilares do estado, estamos a mexer no estado como o conhecemos. E a acentuar o "salve-se quem puder", coisa que eu como português não gostaria que acontecesse. Apesar de tudo ainda tenho algum orgulho no nosso "estado social".

Abraço solidário,
Fernando

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