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Humilhado

por Fernando Lopes, 1 Mai 11

Há momentos que preferiria não viver. Questões domésticas, coisas insignificantes, mas que trazem consigo o espectro da humilhação. Confrontado senti-me embaraçado, envergonhado. Mas o peso de observações que noutro contexto seriam negligenciáveis, torna-se desmesurado. Encolho-me, triste, humilhado. Não é um sentimento fácil de lidar. Acho que poucas vezes me tinha sentido tão pequenino, tão ridículo. Ou de como a vida doméstica se pode transformar em guerrilha. Sem vítimas mas com danos.

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6 comentários

De M Manel a 02.05.2011 às 14:50

Antes do meu pai falecer, a minha avó (que também já partiu) morava conosco em nossa casa, lá em Santa Luzia.
A guerrilha doméstica que referiste, era entre os dois, provavelmente porque o meu pai sentia-se "invadido" pela minha avó, do género já sou muito grande para a minha mãe tomar conta de mim.
O vigor da minha avó a rebater argumentos chegou-me a surpreender pela veemência e dureza alcançada, levando de certeza a sofrimento mútuo.

Numa das noites em que estava em casa (já vivia em Fátima), houve um desses "temporais", no corredor entre a sala e quartos (igual ao da tua casa, óbvio).
Jà não eram horas "decentes" para barulho e saiu-me a seguinte frase,
destinada ao meu pai e minha avó: "Meninos! Acabou o recreio! Um para cada lado" - e eles foram...
Acho que no dia a dia, sobretudo com quem está mais próximo, por vezes sinto-me adulta, outras vezes uma adolescente e outras uma criança. Quando há barulho, tento perceber "qual de nós" está a aparecer e é nessa altura normalmente que me calo...
XI

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