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Feriados, pontes e produtividade

por Fernando Lopes, 4 Dez 11

Toda a questão colocada com a reorganização e supressão dos feriados é de uma estupidez atroz. Os quatro estarolas que acabo de ouvir no Eixo do Mal apresentaram boas e más razões para, como num passe de mágica, fazer desaparecer ou manter feriados. E nisto, sendo ateu, graças a Deus, não poderia estar mais de acordo com Pedro Marques Lopes. Os feriados nacionais são uma marca de identidade cultural ou religiosa que não deveria ser apagada. Em termos de produtividade não se ganha nada, como nada se ganhará com a meia hora extra. Podem acabar com todos os feriados que a maldita subirá 0,001%.

Virou-se então o bando dos quatro para as pontes. Raramente faço pontes, são dias de férias que usufruo normalmente no Verão ou no Natal. Mas, alguém fez um estudo do impacto que terá  a eliminação de pontes no turismo interno? Os maiores consumidores do produto Portugal, são os portugueses. De Lisboa ao Algarve são menos de duas horas de carro. A Serra da Estrela tem um turismo sazonal, baseado nos feriados de Dezembro, Fim-de-Ano e Carnaval.

Qual o impacto económico da eliminação das pontes e/ou a colagem de feriados à sexta? Será que ao tomar estas medidas foi analisado o sector turismo? Não serão estas medidas debilitadoras de um sector que já fraqueja e que será fortemente penalizado, na procura interna, no próximo ano? Ou será que vamos mesmo seguir o desígnio do Álvaro e transformar as nossa praias e as nossas serras num recreio para estrangeiros onde português não entra? Perguntas que deixo no ar, responda quem souber ... Aqui a chafarica agradece.

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2 comentários

De Fenix a 04.12.2011 às 19:16

Fernando,

O Álvaro & Comandita, quer que entre dinheiro no país. Por isso, tem que ser através do turismo para o estrangeiro e da laboração das empresas que exportam.

Quanto ao turismo interno ele bem sabe, que da forma como a economia nacional vai definhar, não há dinheiro para escapadas de fins-de-semana prolongados e quejandos. Por isso, tudo se encaixa no programa de destruição massiva da classe-média, em curso (PDMCMC).

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 04.12.2011 às 20:08

Ana,

Não discuto a questão programática deste governo, que parece querer criar um novo tipo de português, o "lusitanus proletarius". Mas nesta coisas costuma haver um estudo dos impactos, coisa que não vi até agora. Será que existe? E quanto desemprego vai criar no turismo? Se souber de algum documento ou estudo oficial diga-me p.f. É que me parece que estas decisões são puramente ideológicas e por fezada e não consubstanciadas em análises racionais.

Abraço,
Fernando

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