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Marinho Pinto, Otelo e os partidos

por Fernando Lopes, 17 Abr 11

Fonte:http://pinpao.blogs.sapo.pt/


Após as declarações de ontem de Marinho Pinto e hoje de Otelo, a direita acha que isto está a ficar perigoso. Independentemente de gostar dos personagens (e não gosto), limitaram-se a reproduzir o que diz o homem comum. Como é vulgar dizer-se, a democracia não se esgota nos partidos.  Mas parece que os partidos estão apostados em esgotar os democratas. O velho do Restelo disse que os partidos são casas de mulheres de má vida. E aí ele não poderia estar mais certo. Os partidos surgem como uma pescadinha de rabo na boca, virados para dentro, para as suas guerras, fidelidades e golpes palacianos. O afastamento entre a sociedade e os partidos é cada vez maior. Lá, vingam os aparelhistas e os yes man. Para ser militante é preciso ser um bocado acéfalo, acrítico e usar do mesmo seguidismo cego que se vê no futebol. Não penso que os partidos sejam dispensáveis da democracia. Mas urge um movimento de regeneração, de aproximação às pessoas, sob risco de de as profecias de Marinho Pinto e Otelo se tornarem realidade.

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6 comentários

De O abominável careca a 17.04.2011 às 20:40

Caro Zé,
Infelizmente tenho que discordar contigo quanto à necessidade de existirem na nossa sociedade os ditos partidos políticos, isto é, funcionado os mesmos como é do conhecimento geral, essas "Tríades" só existem para servir o interesse de gente (acéfala e acrítica)que só quer tirar dividendos e nunca servir nem o povo nem tão pouco o seu país de uma maneira isenta, responsável e com princípios minimanente democráticos. Todos os portugueses em geral têm uma opinião nada favorável acerca da necessidade da existência das forças partidárias e todo o clientelismo inerente às mesmas é de todo uma evidência. Quais são as expectativas do povo? Sinceramente não sei! As minhas sei quais são e definitivamente não passam pelo perpetuar do sistema em vigência!
Quando todo este sistema dito democrático caír de podre eu e muitos como eu cá estaremos aptos para se eventualmente for necessário sermos mobilizados para algo quiçá mais vertiginoso e mobilizador!
Um abraço!

De Fernando Lopes a 17.04.2011 às 21:32

Abominável,

Todos nos questionamos sobre a "utilidade" dos partidos. Mas a alternativa exige uma maturidade democrática que na minha humilde opinião, como povo, não temos. E o problema é que com o cair dos partidos a alternativa pode ser certamente não democrática.
E aí a emenda seria certamente pior do que o soneto.
Democraticamente, respeito o teu espírito revolucionário e compreendo a tua inquietação/cepticismo.

Abraço,
Fernando

De Fenix a 17.04.2011 às 22:59

Fernando,

Totalmente de acordo. E das duas uma, ou "trabalhamos" para obtermos maturidade democrática, ou então qualquer dia vão ser dispensados os actos eleitorais.


Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 17.04.2011 às 23:24

Ana,

O PSD tentou nos cabeças de listas interagir com a sociedade civil.
FJV, com que quem nunca concordo em política, mas que é um escritor, editor e acima de tudo um Sr. Gostável. Fazendo fé em depoimentos de amigos comuns, não é charme, o homem é intelectualmente interessante e genuinamente simpático e simples.
Mas é pouco, muito pouco. Estes personagens respeitáveis deviam ser uma parte significativa das listas de todos os partidos, e não a excepção. Aí sim estaríamos a assistir a uma tentativa de regeneração e de aproximação às nossas preocupações e anseios.
Fico feliz que concorde comigo.

Abraço,
Fernando

P.S. - Já me perdoou a entrevista? ;)

De Fenix a 18.04.2011 às 20:49

Fernando,

Ontem não "apanhei" a entrevista toda do FN, mas causou-me uma certa preocupação o facto de ele insistir na afirmação de que sentia empatia pelo PPC, e quase que fundamentava a sua aceitação ao convite do PSD, nessa empatia! Ora, um político tem de ver mais longe que isso, pois o que está em causa é toda uma linha programática de um partido que mais que nunca é neo-liberal, para não dizer ultra...quando FN se intitula um Humanista!

Agora pergunto; será ingenuidade política? será que ele pensa que pode ser o salvador da pátria, esteja em que fileiras partidárias estiver? ou o ego dele é tão grande que não o deixa ter discernimento?
Sabe é que eu também votei nele, e senti-me traída.

P.S. - Quanto à entrevista, nada tenho a perdoar... só fiquei preocupada consigo!

Desatine sempre que lhe aprouver, que eu estarei cá para opinar.

;)

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 18.04.2011 às 21:13

Ana,

Para mim o homem é incompreensível. Diz que defende o estado social, mas candidata-se pelo liberal PSD. Atira à esquerda e à direita. Acho que o problema do homem é não ter ideologia.
Sinceramente, desde o número com o Francisco Lopes, em que se degladiaram sobre quem conhecia mais pobres, fiquei esclarecido.
É um humanista da treta, com um escondida superioridade moral sobre os pobres e os pretinhos.
O PSD vai pedir para ele se calar, porque cada vez que fala ...
E não se sinta magoada, porque nestes percursos todos nos enganamos.
Excepto o biltre, que nunca se engana e raramente tem duvidas. ;)

Abraço,
Fernando

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