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coisas de antanho ... (V)

por Fernando Lopes, 28 Jan 11

Fonte: www.portoantigo.org
Sorrio quando me lembro do Bazar dos Três Vintens. Criado em Cedofeita, aquela casa foi o Toys'R'Us da minha geração e de muitos outros portuenses. Recordo-me das muito desejadas pistas de comboios, das pistas de corrida da Scalextric e dos mais acessíveis carros de metal da Matchbox.
Naquele longo corredor concentravam-se todos os meus desejos de menino. As nossas opções era reduzidas, bem como a ânsia consumista. Um qualquer boneco de chumbo era suficiente para nos deixar felizes.
Com o passar dos anos e os hiper-mega-giga supermercados de brinquedos, o Bazar dos Três Vintens caiu em decadência, mantendo da sua antiga glória apenas os magníficos azulejos da fachada.
Agora está lá uma qualquer Zara ...
Mas o Bazar está bem vivo nas recordações de infância de várias gerações de portuenses que ali concretizaram os seus sonhos ou namoriscaram durante meses aquele carrinho...

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3 comentários

De pedro a 28.01.2011 às 15:15

Saudosos tempos em q os petizes passavam meses a namorar um qlqr brinquedo da sua preferência sabendo q na melhor das hipóteses o receberiam no natal do ano seguinte e isto claro está sendo optimista...Hoje é precisamente ao contrário! Queres? Toma, os papás dão td! Mea culpa admito...Raios partam esta porra do capitalismo...:)

De Fenix a 28.01.2011 às 18:37

Fernando

É muito bom recordar a infância, principalmente se fomos felizes, com ou sem (muitos) brinquedos.

A recordação da infância, mais do que a memória é também um estado de alma, feliz ou infeliz consoante os casos.

Por isso é de vital importância, proporcionarmos às n/ crianças toda a felicidade que pudermos.

Quanto a mim, quando recordo a minha, gostava de poder voltar atrás e ser-me permitido alterar algumas coisas.

Abraço
Ana

De Fernando Lopes a 28.01.2011 às 19:23

Ana e Pedro,

A minha infância foi feliz e fui bastante mimado, mas há sempre mágoas que ficam, junto com as recordações felizes como esta.

E acho que valorizava mais os brinquedos do que os miúdos de hoje, mas o contexto cultural e económico era completamente diferente.

No meu tempo as crianças eram o fim da "cadeia alimentar", e só nos era permitido expressar opiniões depois dos adultos.

Outros tempos, outros modos ...

Abraço,

Fernando

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