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Virgindade.

por Fernando Lopes, 6 Jun 16

Estou a ler um livro de contos de Rubem Fonseca, «Histórias Curtas». Ainda vou a meio já passaram três ou quatro virgens pelos contos. Perdoem-me, mas é virgem a mais para tão pouco livro.

 

Essa mania das virgens é algo que ultrapassa a minha compreensão. Medo da comparação, que os ex. sejam uns atletas sexuais e nós o gajo que se vem em cinco minutos, que o pau do outro seja mastodôntico, que uma mulher «por estrear» seja mais fiel por não ter conhecido outros homens? Definitivamente não entendo essa obsessão por virgens.

 

Não seria capaz de fazer amor com uma mulher que contabiliza os homens com quem dorme – acho que havia uma de um reality-show que já tinha ultrapassado os mil – e admito que uma experiência sexual dispare possa exercer algum constrangimento, mas para quê a porra das virgens?  

 

Existiu uma idade, um momento, em que todos fomos virgens. Éramos jovens e inocentes, fizemos amor de forma titubeante, essa é a nossa história comum. Só tive três mulheres na vida, fui três vezes virgem. Não tecnicamente, mas aquele corpo, aquela paixão, a insegurança, revivi-a como da primeira vez. Desde que a troca de parceiro não assuma a banalidade, seja feita com amor, desejo e alguma luxúria, o contador volta a zeros. Pelo menos para mim.

 

Alguém que encare o sexo apenas na sua mecânica animal terá dificuldade em compreender-me. Não se pode ser virgem mil vezes, nem mesmo 100 ou 50, porque não se vivem tal número de paixões. Desde que o amor seja de algum modo pateta e pueril como devem ser todos os amores, nada mais conta. Já fui virgem três vezes, penso ainda existir a remota possibilidade de o vir a ser uma quarta.

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10 comentários

De alexandra g. a 06.06.2016 às 19:45

Não sei se foi exercício de estilo,"Virgindade" x 2, pelo que temo passar por tonta, comentando :)

De Fernando Lopes a 06.06.2016 às 19:48

Minha querida Alexandra, passar por tonta não está na tua natureza, ou como se diz na minha terra «fina como um alho». :)

De alexandra g. a 06.06.2016 às 19:52

Ora, ora, às vezes sou, e muito, e deliberadamente, e sabe-me bem (só não admito, como decerto acontecerá contigo e muito boa gente, que nos façam vestir "a farda" que, a acontecer, é sempre de livre, espontânea, risonha vontade).


:)

De Fernando Lopes a 06.06.2016 às 19:58

Palhaços sim, mas só de moto-próprio. 

De Fernando Lopes a 06.06.2016 às 21:37

Não tinha apanhado a piada da Alexandra, julgava que estava a dizer que se tinha apaixonado duas vezes. Foda-se, foda-se, foda-se.
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De alexandra g. a 06.06.2016 às 21:42

Donde, fodamos (isto diz-se?) todallas vezes que nos apeteça, todos :D e, diga-se, apaixonemo-nos, também, as necessárias vezes, as que aconteçam, que nisto não existe I.A. que mexa (e lidei com os pioneiros, alonglonglong time ago :)

De Fernando Lopes a 06.06.2016 às 21:52

Sou tão, mas tão despassarado que a piada passou-me completamente ao lado, julguei-a uma confissão. Brindemos pois ao amor, à obsessão pelas virgens do velho e respeitável Rubem Fonseca, e a nós.
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De Pseudo a 06.06.2016 às 21:11

Fernando, já reparaste, certamente, que publicaste este texto duas vezes, como te referiu a Alexandra. Mas se calhar eu tb estou a ser tonta. :)

De Fernando Lopes a 06.06.2016 às 21:35

Para veres como ando, não tinha apanhado a piada da Alexandra, julgava que estava a dizer que se tinha apaixonado duas vezes. Foda-se, foda-se, foda-se.
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De alexandra g. a 07.06.2016 às 19:28

Mas resultou bem, a duplicação não intencional, e ainda deu copos para todos:
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