Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Vão-se foder, fedelhos mal-educados.

por Fernando Lopes, 1 Dez 16

Sou de esquerda, ateu, republicano. Mas os meus pais e avós ensinaram-me respeito pelos outros. Queira-se ou não, o rei de Espanha é uma figura que representa uma parte da sociedade espanhola. O país vizinho vive numa monarquia constitucional, tem instituições democráticas a funcionar. Ninguém os obrigava a aplaudir – também eu o não faria – permanecer sentado é o equivalente a uma pirraça ideológica. O PCP foi coerente e respeitador. Há muito que perdi a paciência para os infantilismos do Bloco, desde que Louçã, não o esqueço, abriu a porta a quatro anos de governo de direita. Portuguesmente, vão-se foder, fedelhos mal-educados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

21 comentários

De Ana A. a 01.12.2016 às 13:08

Ora, Fernando o politicamente correcto, para o caso é cagativo.
Importo-me mais com os "planos" que os homens e as mulheres que nos representam no Parlamento, têm para o nosso país!.

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 14:59

Claro que as ideias são o mais importante, mas existe uma dose de urbanidade que não se deve sobrepor à ideologia, ou mundividência, como lhe quiser chamar.

De Gaffe a 01.12.2016 às 13:39

É tudo uma questão de educação. É indiferente ser-se de esquerda ou de direita. A boa educação nao tem ideologia. Infelizmente parece que não é canhota.

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 15:00

Concordo, mas entristece-me ver deputados da nação que não aprenderam o que se ensina na pré. 

De luis garcia a 01.12.2016 às 17:33

nem mais ! que falta de educaçao ,esquecem-se que estao no Parlamento em representaçao dos portugueses ,onde terao a  cabeça ?

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 17:54

Esqueceram-se dela na aula de boas maneiras.

De alexandra g. a 01.12.2016 às 22:21

Nisto, não poderia estar mais de acordo com o João Lisboa:

http://lishbuna.blogspot.pt/2016/12/blog-post.html

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 22:45

Nisso, discordo do João Lisboa. Não me compete apontar ou combater o que é melhor para o meu vizinho, apenas deixá-lo decidir. 

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 22:49

É mais ao menos como as «reuniões ateístas». Foda-se, é um decisão individual que não interessa a ninguém senão ao próprio. Pode-se - e deve-se -  lutar contra a religião, mas se o decidimos fazer organizadamente está o próprio ateísmo a transformar-se numa espécie de religião. 

De alexandra g. a 01.12.2016 às 23:12

Sendo filha (já o disse mais do que muitas vezes) de um ateu e de uma católica praticante, acredita que aprendi a respeitar tudo excepto fundamentalismos. Jamais me senti dividida (fiz a catequese e, aos 12 anos, libertei-me, por vontade própria, mas continuo ainda a ser aborrecida pelo lado católico, até com o facto de não ter baptizado as minhas filhas........ anos depois de lhes ter dito que bastaria elas quererem - em qualquer credo :) - mas sucede que não quiseram).

De Fernando Lopes a 02.12.2016 às 10:05

Exactamente o meu caso e o da minha mulher. A vantagem é que ela é democrata e aceitou o facto com elegância. 

De rui a 02.12.2016 às 14:14

''Foda-se, é um decisão individual que não interessa a ninguém senão ao próprio. Pode-se - e deve-se -  lutar contra a religião''
tipo tabaco?

''monarquia constitucional, tem instituições democráticas a funcionar.'' isto tem piada, mas era outra conversa.

De Fernando Lopes a 02.12.2016 às 15:16

Mandar bitaites sem concretizar não ajuda à discussão. A religião foi pretexto de alguns dos momentos mais atrozes da humanidade (cruzadas, genocídio de judeus, inquisição, jihad) e nesse sentido deve ser combatida. Quanto à constituição espanhola, não se sinto habilitado a ensinar direito constitucional a ninguém, muito menos aos espanhóis. Ah e os catalães, galegos, e o caralho... pode-se discutir, mas também se podia discutir em Portugal, só os lisboetas e o seu solipsismo não se colocam essa questão.

De alexandra g. a 01.12.2016 às 22:54

Repara que não defendi ninguém com assento (a % de absentismo, que pagamos, também tem a sua relevância, já agora) lá no parlapatório, defendi, sim, a opinião de uma pessoa que respeito e que manifestou exactamente aquilo que penso (também te respeito mas nisto não concordo contigo, de todo). Por mim, republicana, laica e socialista (isto ainda existe? eu ainda existo?? o que existe, ainda???) e totalmente apartidária mas absolutamente animal político, é ainda assim: manter firme uma posição. De/na vida. Só me traz dissabores, mas já me habituei :)

De Fernando Lopes a 01.12.2016 às 23:06

Não confundir manter uma firme posição com militância. Não sou militante de porra nenhuma, nem sequer do republicanismo. Acho que me entendes. 

De alexandra g. a 01.12.2016 às 23:14

Entendo, o meu jeito para a militância vai no sentido do diálogo, do silêncio e do respeito mútuo, nomeadamente sentado :)

_______
buh! :P

De Fernando Lopes a 02.12.2016 às 10:04

Aquilo não foi respeito, Alexandra. :P

De Maria Lopes a 02.12.2016 às 15:27

A falta de educação é cada vez mais notória em todas as franjas da sociedade. Se eu recebo em minha casa, alguém que foi convidado para lá estar, devo, mesmo que a pessoa me irrite solenemente, cumprimenta-la, seja com um gesto de cabeça, seja com um apertar de mão, seja com um "bom dia", "boa tarde ou "boa noite". Por isso, se nos dias de hoje, vejo fedelhos mimados, de 5/6 anos sem terem o mínimo de respeito pelos parentes, como esperar que sendo eles mais crescidos percebam o que é respeito? Em casa faltou-lhes a regra. Não desculpo um pacóvio que se senta na AR e me desrespeita enquanto cidadã. Não se escudem por cores políticas, religião, amizade para faltar ao respeito.
Maria Lopes

De Fernando Lopes a 02.12.2016 às 17:42

Opinião registada, e bem clara, Maria.

De pimentaeouro a 03.12.2016 às 14:39

Existem várias monarquias constitucionais a Europa. Merecem tanto respeito como as republicas. O resto é falta de educação... e de chá.

De Fernando Lopes a 03.12.2016 às 18:45

Também acho. 

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback