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Tatuagem.

por Fernando Lopes, 11 Ago 16

ever_tried.jpg

 

Estou a ponderar fazer uma tatuagem similar a esta com a citação que encabeça este blogue. Depois amedronto-me e penso de novo. Trabalhando num ambiente relativamente formal, impedir-me-ia para todo o sempre – mesmo no pico do calor – de arregaçar as mangas.

Ajudem-me a tomar uma decisão seleccionando uma das opções abaixo:

 

A – Faz a tatuagem, oh pá!

B – Não achas que tens idade para ter juízo?

C – Quero lá saber, até podes tatuar o rabo.

D – Todas as anteriores.

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26 comentários

De Pseudo a 11.08.2016 às 21:52

Por mim, é a C. Mas podias mudar "rabo" por "pila" e escrever-lhe algo que aumentasse exponencialmente a mensagem gráfica.Image

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 22:09

A simples ideia de tatuar a pila faz desaparecer área tatuável. 
Image

De Pseudo a 11.08.2016 às 22:12


(para te sentires menos desmotivado...)


http://pseudoblogdapseudo.blogspot.pt/2006/07/e-pronto.html

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 22:15

Só tenho uma palavra: medo.


P.S. - é photoshop, nenhum ser humano normal se sujeitava àquilo.

De redonda a 11.08.2016 às 22:41

A - parece-me uma tatuagem bem gira, força!
(e num dia de calor em local de trabalho pode-se sempre tentar cobri-la com maquilhagem)
(ou fazer tatuagem em local menos visível como o indicado na alínea C)

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 22:50

Tás-me a imaginar a maquilhar um braço, Gábi? Eu e entrar, arregaço as mangas; o braço esquerdo branco e o esquerdo muita moreno, ia ser lindo. :)

De redonda a 12.08.2016 às 16:53

:)

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:18

esquece aquela simpática troca de galhardetes sobre a meia-idade; afinal, bem ponderada a questão, ainda que hipotética, não passas de um adolescente... :P

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 23:27

É verdade que mentalmente não evoluí muito, mas agora já é demasiado tarde. E antes uma tatuagem que um descapotável como sintoma de crise de meia-idade, não? 

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:37

desconheço o quanto evoluíste (bom, se formos pelo caminho do Darwin, o teu caminho está de parabéns :) pois que não te acompanho há muito tempo.


nunca é demasiado tarde para nada.


acho (francamente) que isso das "crises de meia-idade" não passam de mitos urbanos; o que efectivamente acontece são inseguranças, não necessariamente pessoais mas sociais, culturais (um exemplo, fora deste contexto: na maioria dos divórcios, vemos os homens alapados numa nova relação aprox. 2 meses depois; as mulheres, uns anos - não é geral, mas constitui a norma).


as tatuagens: para mim, continuam associadas ao bas-fond e aos marinheiros (o meu pai tinha várias, em ambos os braços, daquelas feitas nos portos: Bangkok,..........e, antes de atingir a senioridade, sentia tanta vergonha que só usava, mesmo nos verões mais quentes, camisas de manga comprida enroladas até ao cotovelo, e foram as mais belas que conheci :)

De Fernando Lopes a 11.08.2016 às 23:45

És filha de embarcadiço? Deves ter estórias magníficas. Quanto ao resto sou inseguro desde que me conheço e não saberia (nem quereria) mudar. Uma tatuagem tem de ser algo que não te envergonhe nunca, não estou a ver uma citação do Samuel a envergonhar ninguém, é uma espécie de «tatuagem literária». 
Image

De alexandra g. a 11.08.2016 às 23:59

:)


tenho, essas estórias magníficas, ele tinha um sentido na vida em cousa rara, mas é tudo demasiado complexo para  dizer de uma penada (não foi à toa que a minha irmã dedicou a tese - não me recordo se foi a de mestrado ou a de doutoramento, a ele, chamando-lhe Corto Maltese: era esse o seu belo fado, mas aconteceram-lhe muitos outros: mulher e 4 filhos, paradoxos, ideais tremendos, uma inteligência e uma cultura da qual se afastou meio mundo, uma fase de reserva antes da morte, na qual decidiu estudar o Império Romano, pelas melhores mãos que o escreveram, 1001 episódios, e escrevia principescamente, e adoecia quando ficávamos doentes, e era belo como um deus, um ser humano raro, difícil, resiliente, principalmente, como nunca vi, dois anos de metástases e nem um ai; tantas, mas tantas saudades :)


now, on Samuel: Beckett, my love? 
o meu daddy literário, desde sempre; a minha mummy literária é a Duras.


(não conseguiria, contudo, e jamais, estabelecer comparações, são todos monstros sagrados, cada um a seu modo :)

De Fernando Lopes a 12.08.2016 às 08:09

Quando o Público editou uma série do Corto Maltese, não resisti. Estou aqui no escritório atafulhado a olhar para eles. 

De Anónimo a 12.08.2016 às 01:51

Fernando
Se tens vontade de fazer uma tatuagem, faz. 
Se tens dúvidas, fá-la num sítio menos visível.
Indulge yourself...
MM

De Fernando Lopes a 12.08.2016 às 08:11

O problema é no trabalho, cá fora não me stressa minimamente.


Beijo.


De Anónimo a 12.08.2016 às 11:57

Pensa no mau exemplo que darias à Matilde, Nando. Não te chegaria o guito até ao final do mês e lá se iam os nossos almoços semanais. Por falar nisso...
Filipe cheio de faúlhas

De Fernando Lopes a 12.08.2016 às 12:46

Quando regressar, combinamos as couves e respectivas flatulências.

De Anónimo a 13.08.2016 às 17:27

Qualquer dia ninguém terá apenas pele, sem dúvida uma das coisas mais bonitas do mundo. E andaremos todos a ler qualquer coisa que alguém tem para dizer e o escreve na pele, na ânsia de o dizer ao mundo todo. Eu cá prefiro descobrir as frases que cada um guarda lá dentro, demora mais tempo e é mais desafiante.
~CC~

De Fernando Lopes a 13.08.2016 às 17:41

É um ponto de vista respeitabilíssimo e pertinente, mas estas coisas não são racionais. Esse é o busílis. 

De Henedina a 14.08.2016 às 15:35

Alinea E. Preferia que não fizesse mas é consigo. :)

De Fernando Lopes a 14.08.2016 às 17:09

Não gosta de tatuagens de um forma geral, ou é esta em particular?

De Henedina a 14.08.2016 às 17:12

Não gosto de nada que só se resolve com cirurgia plástica. :)

De Rita a 17.08.2016 às 19:29

Faça a tatuagem onde tiver espaço suficiente para ela, mas em português!!!

De Fernando Lopes a 29.08.2016 às 09:36

Rita, em português não é bem a mesma coisa. 

De Crocodila Maria a 27.08.2016 às 14:11

Idade: não interessa para nada;
Trabalho: apenas uma das coisas a ter em conta para aferir o local indicado;
Fundamental: exercer liberdade sobre o próprio corpo e divertires-te com isso.
Pronto, era só isto.
Depois conta a aventura ;-)

De Fernando Lopes a 29.08.2016 às 09:38


Tens razão, o importante é que eu goste.


P.S. - Minha querida, estou com sôdades tuas. Quando vens (vêm) ao Porto?

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