Terça-feira, 18.06.13

É minha, a filha.

- Tem as unhas dos pés tortas, como um tipo que eu conheço.

- É incapaz de passar por algum pobre sem deixar um moeda.

- No estudo cumpre apenas os serviços mínimos.

- Tira a camisa para dar a um amigo.

- A arrumação não é o seu forte.

- Delira com festas.

- Passa da fúria à ternura ou vice-versa, enquanto o diabo esfrega um olho.

- Pede-me para passearmos no Bolhão, Ribeira, gosta da nossa gente, tascas e petiscos.

-Adora música e livros.

- É alternativa. Apanhou o estranho hábito de coleccionar galos de “Marcelos”. Não é “Marcelos”, é “Barcelos”!

 

 

Imagina-te frente a um espelho, com dezenas de outros espelhos atrás. Se te concentrares apenas no que está à tua frente, verás a tua imagem. Se pelo contrário, te abstraíres e olhares para lá do óbvio, verás pequenos reflexos de ti, diferentes mas iguais. É assim a minha filha.

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Fernando Lopes às 00:05 | link do post | comentar
Sábado, 01.06.13

Estupidez é…

prometer que no dia da criança vamos jantar ao McDonald’s e comprar uma t-shirt à Zara. Fila nos hambúrgueres, porque oferecem merchandising da ovelha Xoné – certamente em homenagem aos pais – e o estafermo do galego da Inditex deve ter aumentado brutalmente a sua fortuna à pala de pais otários.

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Fernando Lopes às 22:47 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 24.05.13

Pai, compras-me MEMOFANTE?

8:20. Enquanto nos deslocamos no percurso casa-escola, a música do rádio é interrompida por publicidade. Um anúncio descreve as maravilhas que MEMOFANTE faz pela memória, para estudantes, idosos e esquecidos em geral.

 

- Pai, compras-me MEMOFANTE?

- Filhota, é um remédio para adultos, para ser tomado por idosos, pessoas que andam na faculdade e assim. Os miúdos não podem tomar medicamentos que não os que o médico receita.

- E não há MEMOFANTE para miúdos?

- Não, só para adultos.

- Está mal. Assim eu tomava MEMOFANTE e decorava a tabuada toda num instante. Tenho a certeza que todos os meus amigos iam pedir aos pais! 

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Fernando Lopes às 19:17 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 18.04.13

Queria uma menina!

Sempre desejei ser pai de uma menina. Tenho um único irmão, fui educado numa escola de rapazes, frequentei o Rodrigues de Freitas, último liceu do país a tornar-se misto. Na minha doce ilusão as meninas sempre foram seres delicados, frágeis, queridas e sossegadinhas. Puro engano. As raparigas de hoje ombreiam com os rapazes. Ao observá-la discretamente reparei que a minha santinha está entre as mais travessas da turma. Não é mal educada, mas distrai-se, cochicha, saltita como um cabrito. O meu anjinho está entre os mais irrequietos(as), que, coincidentemente, são raparigas. Se a(s) desafiam, fazem peito, refilam, tratam os machos como iguais até para oferecer pancada, coisa impensável para alguém da minha geração.

 

Levava uns sapatos novos que chegaram a casa rebentados depois de uma jogatina de futebol. Ao contrário da imagem paternalista que tinha do sexo feminino, as crianças de hoje sentem-se iguais, indiferentemente do sexo com que nasceram. Uma vez que a maioria dos universitários e doutorandos já são mulheres, a distinção entre os sexos é uma realidade que se esbate cada vez mais. Para a futura geração de homens e mulheres igualdade não será um conceito abstracto mas uma realidade com que conviveram desde o berço.

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Fernando Lopes às 19:29 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quinta-feira, 28.03.13

Estranheza Pascal.

- Pai, é possível uma pessoa morrer e voltar a viver?

- Não, acho que não.

- Mas as minhas amigas dizem que Jesus morreu e ficou vivo outra vez.

- É nisso que acreditam os católicos. A Páscoa celebra o voltar à vida de Jesus.

- E tu acreditas nisso?

- Eu não.

- Nem eu. As pessoas acreditam em cada coisa.

Fernando Lopes às 13:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 14.03.13

14 de Março de 2005.

Em vez das palavras da praxe, o pai vai contar-te como tudo se passou. Quatro meses antes de nasceres, foi diagnosticado à mãe, citomegalovírus. Uma variante de herpes, inofensiva para todos, à excepção de grávidas. Consultámos vários médicos, analisamos a possibilidade de nasceres em Houston, nos Estados Unidos. A doença da mamã podia causar-te surdez, atraso mental e outros problemas de saúde. Disseram-nos que o risco de teres sequelas era pequeno, mas tivemos medo, muito medo. Afinal, eras o nosso bebé.

 

Às 9 da manhã fomos para a Ordem, onde nascerias num parto programado. A Dra. Fernanda, depois de acalmar a mãe, consentiu que o pai assistisse. Cortaram a barriga, o anestesista empurrou-te os pés com muita força, e apareceste. Linda.

 

Estranhamente, a sala onde faziam o teste de Apgar, era ao lado do local do parto. O pai, vestido de verde, corria como um louco, entre uma sala e outra:


- A bebé está bem!

- A mãe está bem! Vamos "fechar".

 

E o pai esbaforido, como uma barata tonta, para cá e para lá. Limpei-te o primeiro cocó. Era verde, como se tivesses comido algas. Lá fora estavam 26º, um dia lindo. Olhei pela janela e alegrei-me com o teu nascimento, o sol, a primavera. Pressenti que tudo iria correr bem. Tinha razão. Amo-te.

 

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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 01.03.13

Falar Yoda.

Ter uma mãe com horários variáveis é desaconchego para pai e filha. Tento encontrar brincadeiras para limitar as saudades maternas e procurar que a M. durma o mais cedo possível, pois se permitisse ficaria acordada até esta entrar porta dentro. O jogo de hoje foi falar Yoda. Sou fã da "Guerra das Estrelas",  como todos com mais de trinta anos. Já lhe mostrei pequenas sequências da saga no youtube. Lutámos com sabres de luz imaginários, respirámos à Darth Vader.

 

Hoje lembrei-me de falar Yoda:

 

- Tomar banho, tu tens.

 

- Aquecer a massa, o pai vai.


É divertimento garantido.

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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 15.02.13

Repetir os erros dos nossos pais.

 

Quando optamos pela paternidade fazemos a nós mesmo a jura solene de não cometer os erros de que fomos vítimas. Superação é o lema, ser melhor dos que os nossos progenitores. De facto, há um enorme esforço nesse sentido da minha geração e das que me antecedem. Inevitavelmente existe também essa coisa chamada natureza humana, que com aleivosia nos atraiçoa.

 

No meu tempo de menino um dos presentes mais desejados eram a pista eléctrica de carrinhos e/ou comboios. Depois de muito penar, todos sofremos experiências traumatizantes, em que o objecto do nosso desejo era tomado pelo pai, para “montar e testar” o nosso brinquedo. Assim, as primeiras horas a experimentar carros de corrida ou vagões de comboio, eram sempre ocupadas pelo pai devido à sua vasta experiência no tema, mesmo que fosse a primeira vez que montava tal brinquedo.

 

Hoje, cometi o mesmo erro que de geração em geração teima em nos perseguir. O Público lançou uma colecção das primeiras estórias de Lucky Luke. Corri ao quiosque a reservar os exemplares, sobre o pretexto que fariam as delícias da minha filha. Pura mentira. Em primeiro lugar é demasiado nova e com vocabulário ainda incipiente para apreciar aquele tipo de banda desenhada. Seguidamente, dei comigo de olho arregalado e voz grave, a dizer “tem cuidado com os livros, filha!”. Cometi o pecado que verberei. Aqueles álbuns de BD são para recordação da minha infância e não da dela. As minhas desculpas, filha. Prometo tentar emendar-me, e não fazer meus os erros dos teus avôs.

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Fernando Lopes às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sexta-feira, 01.02.13

Ditados sem erros.

Ontem, dediquei-me a instalar uma nova versão do Microsoft Office. Atenta, a Matilde pedia-me que lhe explicasse os vários passos. Como sei que ela gosta de escrever – quem sai aos seus – deixei-a experimentar uma pequena composição no Word. Mostrei-lhe como se aumenta e muda a letra, o bold e o sublinhado. Acabado o seu pequeno texto, ensinei-lhe as maravilhas do corrector ortográfico.

 

- Que fixe! Pena não poder levar o computador para a escola. Assim ia ser a única a ter o ditado sem erros.

 

Se me tivessem dito, há 40 anos atrás, que uma máquina corrigiria automaticamente a ortografia, teria achado a coisa digna da série de ficção científica "Espaço 1999".

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Fernando Lopes às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 16.11.12

Estou a criar uma revolucionária.

Ontem à noite, perante as imagens da manifestação frente à AR:

 

- Pai, porque é que a polícia está a bater nas pessoas?

 

- Porque estavam a atirar pedras.

 

- E porquê?

 

- Porque estão revoltadas. Muitas têm menos dinheiro, perderam o trabalho, estão a passar mal.

 

- Porquê?

 

- Porque o governo decidiu cortar os direitos das pessoas por causa da crise.

 

- Então os polícias deviam bater ao governo e não às pessoas.

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Fernando Lopes às 18:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 17.10.12

Aos 7 anos já tem problemas com rapazes.

Para quem, como eu, até à adolescência só tinha contacto com as raparigas da família e frequentou o último liceu do País a tornar-se misto, os problemas de crescimento no feminino são novidade absoluta. É pois com alguma angústia e deslumbramento que vejo a minha filha crescer e tornar-se sensível aos encantos do sexo oposto. Certo de que me perdoará esta inconfidência, tive a noção de que a competição entre meninas é diferente da que vivi enquanto rapaz e adolescente.

 

- Estou um bocadinho triste.
- Porquê?
- Os rapazes andam sempre atrás de mim e da Mariana.
- E?
- Depois as outras meninas não querem brincar comigo.
- Filhota, elas têm ciúmes, não ligues. É bom sinal que te dês bem com rapazes e raparigas. Se os rapazes gostam de ti é porque és fixe e gira, senão não te ligavam.
- Eu sei, mas são um bocado chatinhos. Às vezes preferia que não andassem atrás de mim, por causa das minhas amigas.

 

Que me recorde, tal não existia entre rapazes. É característica feminina ou estou a extrapolar erradamente?

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Fernando Lopes às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quinta-feira, 20.09.12

Madrastas

Os estereótipos das histórias infantis podem ser estigmatizantes. Um dos mais recorrentes são as madrastas más. Recordo hoje um "estória" com cerca de dois anos.


- Mãe, porque é que as madrastas são sempre bruxas más?

 

- Não são nada. Isso é uma mentira. Queres um exemplo? A Maria e o António que tão bem conheces. O António ficou viúvo e a Maria divorciou-se. Quando se casaram já tinham cada um o seu filho. Por isso a Maria é madrasta do Alexandre. Isso não quer dizer que é má. Como sabes são uma família, todos amigos e a Maria é como se fosse mãe de ambos. Percebeste?

 

- Percebi.

 

Passados cinco minutos:

 

- Ó mãe, a Maria é bruxa de quem?

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Fernando Lopes às 01:33 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 09.08.12

Jesus. A escorrer sangue.

- Pai, hoje fomos visitar a igreja velha de Cedofeita.

- E gostaste? É uma igreja muito bonita, a mais antiga da cidade.

- Gostei, mas ...

- Mas, o quê?

- Fez-me um bocado de impressão. Estava lá o Jesus, a escorrer sangue.

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Fernando Lopes às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 30.05.12

Dançarina

A M. adora dançar. Chega a casa e liga o Disney Channel para ver e imitar um programa em que duas adolescentes dançam que se farta. É bom, faz-lhe bem ao corpo e ao espírito. Gosto de apreciar as coreografias imitadas até à exaustão, os movimento de braços, os pulos, os gestos de break dance. Só que, como tudo, tanta dança, às vezes cansa.

- Ó filha, podias parar um bocadinho.
- Porquê? Apetece-me dançar.
- OK. Mas o pai anda a gastar um dinheirão na tua escolinha, para acabares como dançarina de cabaret.
- De cabaret não, de ballet.

A periquita pensou que me tinha enganado, trocando cabaret por ballet. Sabe lá ela o que é um cabaret ...

 

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Fernando Lopes às 19:14 | link do post | comentar
Sábado, 19.05.12

Carro da polícia nos pés

As mulheres, grandes ou pequenas têm um prazer especial no acto de procurar e encontrar pechinchas, ver lojas, experimentar roupas. Eu, passo. As fêmeas cá de casa foram às compras. A excitação da mais nova, o fetiche por sapatos, ainda tenho de descobrir se é inato ou adquirido. Mostrou-me sandálias, sapatos, sapatilhas. Quando crescem tudo deixa de servir quase de estação em estação. Mais que um luxo é uma necessidade. Mania que me persegue é odiar calçado e acessórios prateados ou dourados, coisas com muito brilho. Fui surpreendido com umas sandálias que "só têm um bocadinho de tacão, pai" e "a parte prateada não se vê, porque estou com o pé por cima.". Crème de la crème uma sapatilhas que brilham ao andar, tal como um carro da polícia. Luz azul, branca e vermelha. Obrigassem Duarte Lima a colocar umas daquelas aos pés e podem estar certos de que não fugiria de casa, tal a vergonha de os ver acender e apagar.

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Fernando Lopes às 20:47 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 04.05.12

Nós somos peixes, a mãe é cabra!

Recentemente a Matilde interessou-se pela astrologia. O facto deve-se a dois pequenos livros com os signos da família que a tia ofereceu. Expliquei-lhe que os signos se referem a ciclos lunares, daí não corresponderem ao início ou fim de mês. Cá em casa fazemos anos entre Fevereiro e Março.

- Ó pai, então nós somos os dois Peixes?
- Sim, embora tenhamos nascido em meses diferentes.
- E a mãe?
- A mãe é do signo seguinte ao nosso, Carneiro.
- Não, se a mãe é uma senhora então é cabra!
- Não, essa palavra não se diz.
- Porquê? Se a mãe é menina devia ser cabra.
- Não, a fêmea do carneiro é a ovelha.
- Está bem, mas ainda não percebi porque é que não se pode dizer cabra.
- ...

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Fernando Lopes às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 21.04.12

Walking in her mother's shoes

walking in her moma's shoes

 

Ainda hei-de compreender porque é que as mulheres desenvolvem esta mania com "coisas de pôr nos pés" desde a mais tenra idade.

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Fernando Lopes às 00:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 15.04.12

Pai, as mulheres podem matar os homens com sexo?

Olhei para o lado e pedi-lhe que repetisse. Balbuciei um pouco convicto não e quis saber o porquê da pergunta. Numa telenovela, uma mulher cada vez que se casa, após a noite de núpcias, é assolada pela tragédia da viuvez. Ao que entendi a coisa têm contornos trágico-cómicos, mas foi o suficiente para desencadear na cabeça da M. a associação sexo-morte. Expliquei-lhe que não, que sexo é uma coisa que as pessoas fazem quando gostam uma da outra, para se sentirem bem e sobretudo fazer o outro feliz. Acho que me safei airosamente. Não fui capaz de lhe explicar que "morrer de sexo" é uma improbabilidade para quem está casado há dezanove anos, e que a maioria deseja ardentemente ter "sexo de morrer". O melhor é evitar que a criança veja telenovelas. Não faz associações improváveis e não me coloca perguntas incómodas. 

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Fernando Lopes às 04:39 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Quarta-feira, 14.03.12

Parabéns, Matilde!

Hesitei muito antes de te fazer esta surpresa. O pai não gosta de exibir a intimidade, mas 7 anos são um nada e uma eternidade. Vais soletrar as palavras que te dedico e perguntar-me muitas vezes o seu significado. É apenas uma estranha forma que de dizer ao mundo que te amo.

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Fernando Lopes às 00:22 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 25.11.11

Um mundo perfeito

O seu mundo permanece simples, sem zonas cinzentas. Apenas existem maus e  bons. A maldade é ficção, inexistente no dia-a-dia. Coisa de bruxas e feiticeiros, cruzando mundos mágicos. Palra sem parar, inventando "estórias" em que é simultaneamente heroína e vilã. Quero prolongar essa ilusão enquanto for possível, partilhar esse sítio perfeito em que o bem prevalece e o mal é sempre castigado. Adormece enroscada enquanto lhe conto baixinho sobre belas princesas, anões corajosos e gigantes bonacheirões.
Fernando Lopes às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)
 

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