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O vídeo exibido ontem pela TV e postado em vários blogues, com a carga de porrada de um polícia à paisana, desapareceu do vimeo. Coisa bem intencionada, certamente. Existirá cópia em muitos computadores, podemos colocá-lo no youtube e em muitos outros sites. Para que conste, exibo a fotografia do filho da puta do bastão extensível.
Resta a extraordinária e inexplicada coincidência de um suposto procurado pela Interpol, se ir colocar no local com mais polícia por metro quadrado da cidade de Lisboa, no dia de uma greve geral. Contem-me histórias que eu gosto ...
Foto: cortesia do 5dias
Vídeo: cortesia do Democrato
Por todo o lado assistimos a terrorismo de estado. Seja o terrorismo financeiro, que nos rouba salários e obriga a trabalhar mais horas, seja o terrorismo propriamente dito, exercido por aqueles que juraram "honrar e defender". As cartas de boas intenções, o jogar segundo as regras, deixou de ser justificável, porque eles também não jogam pelas regras democráticas. Há pois que criar resistência, ocupar tudo, ser subversivo, antes de ser tragado, digerido e devidamente evacuado.
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Queridos irmãos gregos,
Antes de mais quero mostrar-me solidário com as vossas legítimas reivindicações. O vosso exemplo prova que a austeridade como modo de resolver o défice gera mais austeridade e mais défice. São obrigados à austeridade para salvar os bancos. O FMI e o FEEF não estavam interessados na vossa recuperação antes na salvaguarda do sistema financeiro. A Alemanha e a França queriam apenas vender-vos aviões, tanques , fragatas e submarinos e emprestar-vos dinheiro a juros usurários.
Nós por cá estamos na mesma. O nosso governo vai ser obrigado a fazer duas linhas de TGV para os alemães e franceses venderam material circulante e tecnologia. A mão-de-obra, porque é barata, não especializada e temporária é nossa. Uma espécie de chineses da Europa. A decisão do vosso governo de referendar nova "ajuda", coloca-vos entre a espada e a parede. Com o dracma desvalorizado e o vosso mercado exportador e dívidas denominadas em euros, sofrerão de qualquer das formas.
Não sei qual vai ser o vosso ou o nosso caminho. O que não podem consentir é que a gorda e o baixinho vos digam qual o caminho a seguir. Mostram-se determinados a aplicar o plano deles à vossa economia. Como se na Grécia não vivesse um povo, mas ratos de laboratório. Atendendo à similitude de políticas, o vosso futuro será o nosso. Nada posso fazer a não prestar a não ser a minha solidariedade com a vossa luta legítima. É altura de os gatos gordos da Europa pagarem a factura.
Um abraço solidário de muitos e muitos portugueses
Os higienistas querem tudo segundo a sua cartilha. São palhaços de tendência revolucionária. O 15O chateou-os profundamente. Não seriam capazes de mobilizar 100.000 pessoas sem os autocarros, as sardinhadas, os lanches ou os artistas convidados. Eles andam aí, indignados com os indignados, mas cavalgando a onda de mudança. Revolucionários que acham que o máximo da masculinidade é ter estado num piquete de greve. São os gajos do senta! senta!, que fazem tudo by the book como aprenderam no Comité Central ou na Mesa Nacional. Apesar do respeito que me merece a história do PC, o tempo que vivemos já não é o do "centralismo democrático". É do individualismo libertário. Acusam-nos de não votarmos. Eu respondo que isso é jogar segundo as regras do inimigo. Ou lembrando um velho slogan @narca, "O voto é a arma do povo! Se votas ficas des@rmado!". Chegou o tempo não do senta! senta! mas do levanta! levanta!
"Quando se liquidam empregos, baixam salários, se contrata a prazo e se acaba com a velha conquista do movimento operário, no início do século xx, de oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso, era bom que se lembrassem que além do roubo que estão a fazer a quem trabalha também estão a semear uma guerra. E estas, quando começam, não se sabe como acabam."
Nuno Ramos de Almeida em 22 de junho de 2011
"Por questões práticas, defendo que todos os manifestantes devem esconder o seu rosto e usar roupa dificilmente identificável. Isto é uma resposta à invasão que o estado policial faz nas nossas vidas. Esta posição altamente controversa (a que falta discussão pública) deve-se ao facto de estarmos a ser vigiados de perto quando nos manifestamos. Mesmo que consigamos iludir a "vigilância sombra", haverá sempre máquinas fotográficas ou filmagens que eventualmente captarão o nosso rosto."
Adaptação minha, original aqui. Um exemplo neste link. Basta clicar na multidão e no botão à esquerda que permite aproximar quase todos os rostos.
(*) Título corrigido
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| Foto: Reuters |
Depois da prisão de 700 participantes do movimento "Occupy Wall Street" parece que a humanidade tende a dividir-se em dois grandes blocos. Os "perigosos comunistas" e os "perigosos comodistas".
Whose side are you on?
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Foto: Fábio Candeias |

We shall go on to the end. We shall fight [...] on the seas and oceans; we shall fight with growing confidence and growing strength [...]. We shall defend our island whatever the cost may be; we shall fight on beaches, landing grounds, in fields, in streets and on the hills. We shall never surrender [...]
Todos compreendemos que os cortes vão ser nas áreas da saúde, educação e prestações sociais. As conquistas do 25 de Abril prendem-se precisamente com estes três campos. Temos (tínhamos) um sistema de educação pública que permitiu a ascensão social, uma saúde sofrível, mas para todos, uma almofada no caso do desemprego ou pobreza. Sócrates iniciou a destruição das garantias sociais. Na ânsia de agradar à Alemanha e aos "credores" este governo vai desbaratar um património comum que permitiu aos portugueses uma subida significativa de qualidade de vida nos últimos 37 anos. Os fantoches franco-alemães limitam-se a seguir a voz do mestre, mesmo quando, contra-natura, prejudicam o povo que os elegeu. Os liberais aplicam a receita de serviços mínimos, taxas mínimas. Em Portugal consegue-se a quadratura do círculo. Um estado que presta serviços mínimos mas que cobra a taxa máxima.
É esse o motivo porque me aproprio do discurso de Churchill. Com a certeza de que não me irão derrubar sem luta.
Cartaz da Gui Castro Felga.
e porque nem todos os domingos são pacíficos...
John (Jackie) Duddy (17), Patrick Joseph Doherty (31), Bernard McGuigan (41), Hugh Pious Gilmour (17), Kevin McElhinney (17), Michael Gerald Kelly (17), John Pius Young (17), William Noel Nash (19), Michael M. McDaid (20), James Joseph Wray (22), Gerald Donaghy (17), Gerald (James) McKinney (34), William Anthony McKinney (27), John Johnston (59)
Respeito os jornalistas como classe. Privo ocasionalmente com dois grandes jornalistas, Miguel Carvalho da Visão e Ricardo Alexandre da Antena 1. Além do brilho profissional são seres humanos de uma grande simplicidade, capacidade de análise, sensibilidade e honestidade intelectual. Mas há sempre uma maçã podre em todas as classes.
Não conheço António Ribeiro Ferreira senão através das suas intervenções num programa da TVI24. Gritando, vociferando, tentando impor os seus pontos de vista de um modo espalhafatoso sem a serenidade que se exigiria a um jornalista sénior. Considero-o medíocre pelo pouco que li nas suas "crónicas", um idiota útil, que papagueia cartilhas liberais já conhecidas sem coerência ou brilho.
Mas o António anda numa fúria sem jeito. Ontem disparou contra os sindicatos, numa crónica amplamente divulgada na blogosfera e que pode ser lida aqui. Hoje, véspera do 11 de Setembro, atira-se como gato ao bofe e de uma só penada a Obama, transforma-me numa espécie de cruzado ["A Europa não mudou, continua sem política externa e com muito medo dos radicais islâmicos, Nega as suas raízes cristãs, condena a publicação de cartoons de Maomé e faz tudo o que pode para não irritar os terroristas."], louva a política externa de Bush, mandar a ONU esquecer as suas resoluções relativamente à Palestina e ainda termina brilhantemente insinuando que a revolução árabe é um viveiro de terroristas. Gosto de o ver assim desesperado, é sinal que a frente avançada da direita já não controla os esfincteres e está literalmente a borrar-se de medo com a mudança de paradigma político e económico que lenta mas inexoravelmente tomará o mundo. António, os cães, esses animais dóceis, farejam o medo. E tu tresandas ...