Sexta-feira, 17.05.13

Um serventuário, uma missão.

Gaspar previu uma queda do PIB de 1% aquando do OE para 2013. Apenas 50 dias depois, revê a previsão, acentuando a descida para 2,3%. As contas do primeiro trimestre dão uma variação homóloga de -3,9%. Dizem que é incompetência. Não acredito. Tivesse o sujeito o mínimo de dignidade e já se teria demitido. Gaspar é um agente infiltrado, colocado no governo de Portugal porque cumpre tudo o que a troika manda and beyond. Serve os interesses do norte da Europa e como um fiel serventuário aguarda a recompensa, um lugar de comissário europeu. Goza junto do patrão Schuble do mesmo prestigio que meretriz em quartel cheio de jovens mancebos. Está e sempre se esteve a marimbar para os portugueses. Para ele, a nossa pobreza por décadas será um dano colateral. Se Passos Coelho tivesse algum patriotismo demiti-lo-ia. É demasiado estúpido e teimoso para o fazer. Infelizmente para todos nós.

 

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Quarta-feira, 17.04.13

A banda do Titanic.

Não há melhor imagem para descrever a atitude dos portugueses face ao descalabro económico e social que vivemos. Somos com a banda do Titanic, continuamos a pretender que nada acontece enquanto este barco, lentamente, se afunda. E a banda continua a tocar.

 

Todos temos amigos, colegas, familiares desempregados. Conhecemos alguém que passa dificuldades, outro que se declarou insolvente, quem trabalhando afincadamente não consegue cumprir integralmente os seus compromissos. E a banda continua a tocar.

 

Recentemente veio às páginas dos jornais o caso da D. Amélia, varredora da Câmara, que colocou um anúncio em que se oferecia para trabalhar, fora do horário, por comida. Comida. E a banda continua a tocar.

 

Entregámos o governo a um bando de mentirosos que prometeu não aumentar impostos, não cortar subsídios, não aumentar o desemprego. Tudo se reduzia à fórmula mágica de “cortar nas gorduras do Estado”. O Estado já deve estar no osso, os portugueses estão-no certamente. Mexer nos privilegiados, nas rendas excessivas, na cambada de “empresários” que sempre rosnou ao Estado enquanto aceitava o bife dado com a outra mão? Nem pensar. E a banda continua a tocar.

 

Aceito que tal seja um modo de defesa, uma certa alienação para evitar pensar que o pior nos poderá bater à porta. Enquanto, como povo, não nos impusermos, corrermos com estes mentirosos com um missão – a destruição de Portugal e a transformação do sul da Europa em algo entre China e Disneylândia – não haverá futuro para nós ou para os nossos filhos. Deixemos a atitude autista da banda do Titanic e usemos os instrumentos como arma de arremesso.

Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 03.04.13

Vale mais um Peneda que um Cavaco.

Sempre estive politicamente distante do PSD, e no entanto mantive boas relações pessoais e políticas com social-democratas. Gente conservadora mas civilizada, que mantinha no ADN valores como a solidariedade e justiça social. O PSD foi alvo de take-over por uma ala neoliberal, parida nos corredores da intriga e do compadrio, filhos da preguiça e enteados da cunha.

 

Os social-democratas que não sofrem do complexo clubístico não se revêem na actual direcção ou modelo, não é o que ajudaram a erguer. Temos em Silva Peneda um desses PSD à antiga. Concorde-se ou não com as suas ideias, é um homem equilibrado e patriota.

 

Revejo-me em muito da sua carta aberta a Schauble. Certo que é um documento fácil de concordar, do mais puro bom senso. Para o país nestes tempos de convulsão seria bem mais proveitoso um Peneda que um Cavaco. Mas cada povo tem aquilo que merece. Ou escolhe.

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Fernando Lopes às 00:05 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 28.03.13

6/39 avos.

é o peso da responsabilidade de Sócrates no estado do País. Por muito que a direita o considere bode expiatório, não é nem mais nem menos culpado do que os que o precederam e sucederam. Não gosto dele, da sua demagogia, mas, também nisso, é idêntico a todos os outros. 6/39 avos. 15,3%. Nem mais, nem menos.

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Fernando Lopes às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 27.03.13

Eu, que não percebo nada de economia

ao ouvir as cinco propostas do PS para resolver a crise, parece que estou a assistir a uma consulta em que o oncologista se propõe curar um doente terminal com uma aspirina.

 

Fernando Lopes às 18:47 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 20.03.13

Manifesto Anti-Cavaco.




ou de como a história se repete.
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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar
Segunda-feira, 04.03.13

E agora?

Duas manifestações, centenas de milhares de cidadãos nas ruas. A troika indiferente, o governo acossado, mas no poder, o desemprego e a degradação das condições de vida em crescendo, mais um annus horribilis. O facto de a maioria dos manifestantes não serem politizados, atemoriza. Muitos dos que estavam a meu lado voltarão a votar no centrão, que para auto-preservação criou laboriosamente, durante quase quatro décadas, esta acefalia. E agora? Quantos estão dispostos a dar o corpo às balas? Quantos acreditam verdadeiramente na mudança? Temos revolução em Abril ou voltámos a ladrar ao poder em Maio?


Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 22.02.13

Patriótico é não pedir factura.

Uns engraçadinhos inconsequentes resolveram pedir facturas em nome de Passos Coelho, Relvas e Gaspar. Quanto mais adesão a este protesto, mais receita fiscal. PPC nunca será auditado pelo fisco e Gaspar sorrirá com o montante extra a cair nos longos braços das Finanças. Patriótico é cortar onde lhes dói, no bolso. Patriótico é pôr este governo à míngua de receita. Patriótico é desobedecer, não fazer graçolas. Patriótico é não pedir factura.

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Fernando Lopes às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 20.02.13

Professor Bambo.

 

"Neste momento, o meu julgamento provisório aponta para uma revisão em baixa da previsão da actividade económica da ordem de um ponto percentual"

 

Ahhh as previsões de Gaspar. Cada tiro, cada melro, cada cavadela, cada minhoca. É este o génio da macroeconomia, funcionário distinto do BdP, director-geral do Banco Central Europeu. A economia é uma ciência muito imprevisível, sobretudo quando se desconhece a realidade e a vida do povo que se governa. Dois meses bastam para uma revisão em baixa.

Fernando Lopes às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 26.12.12

ABS.

Artur Baptista da Silva, ou lá quem é, consegui colocar Pires de Lima, Henrique Neto e um yuppie luso-britânico a concordar com a renegociação da dívida. A direita tem agora sonhos húmidos porque o homem assumiu falsas habilitações e forjou um "comité" da ONU. Se tivessem tido tanto entusiasmo com o caso Relvas, compreenderia. Vale mais um ABS a funcionar que o choque frontal com um Relvas.

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Fernando Lopes às 19:46 | link do post | comentar
Terça-feira, 27.11.12

O impedimento de Cavaco.

Corre nos mentideros que quando Cavaco se recandidatou a Belém já lhe tinha sido diagnosticado alzheimer. Tudo começa a fazer sentido, desde o miserável e vingativo discurso de vitória, passando pelo lapso da reforma e as intervenções via facebook. Apesar de Cavaco não se interessar por nada além do seu ego mesquinho e provinciano, como ser humano, devia ser protegido pelos seus. As aparições esporádicas, a falta de memória relativamente à agricultura e pescas, a ironia sem graça, faz tudo parte do pacote. E se um dia, Cavaco descompensa seriamente em público, dissolvendo a AR ou atirando a fraldinha aos jornalistas? E se… Todos os que desesperadamente mantêm o statu quo devem estar conscientes desta bomba relógio. O País não pode atravessar um dos momentos mais críticos da sua história com um PR diminuído intelectual e fisicamente. Ou pode?

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Fernando Lopes às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 10.11.12

Resumo da convenção do BE.(dia1)

"Nós não abriremos o caminho para uma solução de direita na política do país e com esta moção em concreto, com aquilo que ela vai ser do ponto de vista da análise que leva a esta censura, tornaremos muito claro, e quero dizê-lo sem qualquer equívoco, que a nossa crítica política é às medidas que têm um conteúdo de inspiração liberal, uma inspiração política de direita, e que têm sido responsáveis pela penalização da grande maioria da sociedade."


          José Manuel Pureza em 11-02-2011


O BE é co-responsável pelo governo "para além da troika". Ajudou a eleger o que verberava. Sobre isso nem um palavra. Hoje, Louçã atirou-se como gato ao bofe ao PS, esquecendo-se do PSD/CDS. Fica esta cerimónia simultaneamente fúnebre e de entronização para memória futura.

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Fernando Lopes às 16:51 | link do post | comentar
Quinta-feira, 01.11.12

A Amiba(*)

Passos Coelho tem a sensibilidade social de uma amiba. O que pomposamente se poderia designar por “pensamento político” de Passos, é de sentido único. Privatizar, privatizar, privatizar. Completamente incapaz de entender os problemas do País, fez aprovar um orçamento que é um atestado de morte para o seu povo, e uma espécie de “rectificativo”, just in case. Mas nesta sanha de destruição do Estado é pouco inteligente e criativo. Recorre pois aos serviços de limpeza do FMI. Como nos filmes de Tarantino, após o massacre, há sempre um equipa para limpar o sangue e os miolos espalhados pelo local do crime. Ao contrário do que dizia João Gonçalves, o seu futuro está assegurado num qualquer Goldman-Sachs deste mundo. Entretanto não restará pedra sobre pedra do que hoje se designa por “Estado Social”. Como já aqui tinha escrito o lema de Passos é “Estado mínimo, taxa máxima.” 

 

 

(*) título inspirado no post do camaleão de seu nome Gonçalves.

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Fernando Lopes às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 29.10.12

Dupont e Dupond.

Discordo dos comentadores políticos que asseguram que o governo actua às cegas, sem orientação ou objectivo. Pelo contrário, Pedro e Gaspar, como os célebres Dupont e Dupond, são duas faces da mesma moeda; o ultraliberalismo de Friedman extrapolado para o Portugal do séc.XXI. Pedro é o boneco giro, bem falante, com uma dicção inatacável; Gaspar o cérebro de toda esta política que visa desmantelar a rede de igualdade e solidariedade que conhecemos como estado social.

 

Não estão equivocados, estão a levar a cabo o seu programa, que se resume a um estado mínimo, à quebra da solidariedade intergeracional, à disseminação da filosofia do "salve-se quem puder". Desenganem-se os que dão o governo por desconhecedor do impacto do OE 2013.

 

É uma política de terra queimada, a ideia de criar uma "zombie zone", onde os mortos-vivos matam para assegurar a sua sobrevivência catatónica. Eles sabem bem o que fazem, perseguem os seus objectivos. A "refundação" mais não é do que uma revisão da constituição para acabar de vez com o que resta do estado social. A crise é terreno fértil para o desenvolvimento destas "teorias". Sobre o seu manto diáfano, escondem-se incompetências e dependências dos nossos gestores, bons a governar no tempo de "vacas gordas", um desastre quando os ventos são adversos.

 

A guarda avançada deste objectivo começa a clamar contra a Constituição da República, uma "força de bloqueio". Entramos em terreno pantanoso, onde a ambiguidade da "abstenção violenta" é tão perigosa como os ímpetos reformistas de ultra-liberais. Esperemos que a não existência António José Seguro, por uma vez, cumpra os mínimos de decência nesta maratona que nos quer destruir enquanto nação solidária.

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Fernando Lopes às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 16.10.12

Se não sabem, demitam-se.

Ontem, o meu anafado ex-colega de liceu, Carlos Abreu Amorim, apareceu a debitar um dos disparates habituais da maioria. Não há alternativa. A oposição que sugira outros caminhos. Claro que há, dita por muitos, há muito tempo: renegociação de prazos e juros, já. Até essa luminária da economia, Pedro Santos Guerreiro se apercebeu que essa é a única saída possível. Que fique claro: este governo foi eleito porque tinha um plano, um programa de governo. Por estranho que pareça passava por cortar 2/3 do lado da despesa (as famosas "gorduras") e 1/3 do lado da receita. Aconteceu tudo ao contrário. Onde é que cortámos, pergunta o deputado? Não sei, nem tenho que saber. Os senhores é que têm de ter ideias, propor alternativas, encontrar caminhos, renegociar, elaborar um plano B. É para isso que foram eleitos. Caso contrário assumam a vossa incompetência e demitam-se.

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Fernando Lopes às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 29.09.12

A vida Costa!

António Costa, putativo futuro líder do PS, tem vindo a ensaiar o discurso para a liderança do PS na "Quadratura do Círculo". Evitando o ênfase na dívida pública, balbucia um discurso alternativo ao "vivemos acima das nossa possibilidades", realçando o peso da dívida privada. Não és culpado, mas, compraste uma casita, não foi seu bandido? O Costa é um oportunista. Primeiro porque os empréstimos à habitação são concedidos com base em garantias reais. Uma casa pode desvalorizar, mas não desaparece, ao contrário da massa na Câmara, que se esvai em ciclovias, rotundas e outros investimentos duvidosos. Seguidamente, Costa, pensa quanto te rende o facto de os lisboetas terem um "modesto primeiro andar". Encheu os cofres camarários com impostos dos construtores, munícipes, continua a cobrar o IMI, e, no entanto, desagrada-lhe o endividamento privado, quase todo para a aquisição de habitação própria permanente. Concedido para benefício da banca, numa altura em que não existia mercado de arrendamento, é receita garantida para as autarquias. É a esta cáfila que estamos entregues. Ó Costa a vida costa!

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Fernando Lopes às 00:07 | link do post | comentar
Segunda-feira, 24.09.12

Exijo respeito.

Que o discurso político andava pelas ruas da amargura já todos sabíamos. Ontem atingiu o grau zero. Depois da fábula da cigarra e da formiga por esse grande vulto da cultura lusa, de seu nome Macedo, Marcelo deu-nos durante quinze minutos com a metáfora do "médico e o doente". Já basta. Exijo ser tratado como cidadão, não como alguém com dificuldades cognitivas. Não sou nem parvo nem criança.

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Fernando Lopes às 18:24 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 18.09.12

O psicodrama Passos (fim).

Este é um blogue pessoal que ocasionalmente também reflecte sobre política. As últimas postas têm sido unitemáticas por uma razão simples: não consigo encontrar um fio condutor racional nestas políticas. Na passada quinta assisti à entrevista do senhor dos Passos. Se entrei baralhado, saí pior. Ouvi um liberal, defensor da iniciativa privada, armar-se em regulador ao recomendar ao merceeiro Belmiro que baixe os preços. Já antes Gaspar, como que possuído pelo velho espírito soviético, tinha afirmado que ira controlar a tesouraria das empresas, obrigando-as a depositar a poupança com a TSU numa conta controlada pelo estado. Como é que isto se faz? Como é que o governo controla a lei da oferta e da procura? Com que legitimidade é que intervém na tesouraria das empresas? Fui procurar respostas nos jornais económicos e só encontrei dúvidas. Não estou só. Descobri também este magnífico artigo, que partilho:


Portugueses estão a viver abaixo das suas possibilidades

Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro explicou ao País a razão pela qual Portugal, depois de tantos sacrifícios, falhou a meta do défice: os portugueses puseram-se a poupar e gastaram menos  do que podiam. Resultado o consumo veio por aí abaixo e as receitas fiscais ressentiram-se.

“A poupança cresceu ao longo deste ano a uma dimensão que não esperávamos”, disse Passos Coelho. “O que se passou”, continuou, “é que muita gente, por receio ou por precaução, tinha dinheiro para gastar e não gastou. As pessoas podiam ter comprado automóveis! Tem um efeito positivo”, admitiu, porque “saiu menos dinheiro do País, mas as receitas fiscais baixaram”.

Ou seja, a culpa é das famílias portuguesas. Depois de terem passado uma década a viver à grande e à francesa, levando o Pais à pré-falência, agora as mesmas famílias tiveram o descaramento de consumir menos do que deviam. É caso para dizer que depois de viverem acima das suas possibilidades, os portugueses estão agora a viver abaixo das suas possibilidades. Grandes nabos! Como castigo, o Estado fica-vos com 7% do salário. E agora lembrem-se de não consumir em 2013!

 

Original aqui

Fernando Lopes às 01:34 | link do post | comentar
Quarta-feira, 05.09.12

cacofonia

Miguel Frasquilho transparecia um ar de alívio pela possibilidade da troika aumentar o prazo do programa de ajustamento. Um jovem deputado do CDS (Adolfo, um nome bem escolhido para um representante dos conservadores) falava na impossibilidade de aumentar impostos, o PS, essa nulidade, perdia-se em vacuidades e na palavra "crescimento". O PCP e o BE sabem o que não querem mas são incapazes de avançar com um plano B com pés e cabeça. Cinco minutos esclarecedores. Nenhum dos partidos tem um ideia precisa para a resolução da crise, a navegação de cabotagem é palavra de ordem. Medo!

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Fernando Lopes às 07:12 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Terça-feira, 28.08.12

Novas Oportunidades

Para quem se insurgia contra facilitismo das "Novas Oportunidades", o episódio trágico cómico da licenciatura de Relvas e as declarações de Jorge Moreira da Silva, a pedir "boa vontade" à troika, são um momento de justiça poética. O facilitismo só é mau quando se aplica aos outros.

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Fernando Lopes às 15:09 | link do post | comentar
 

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