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Um pecado quase mortal.

por Fernando Lopes, 12 Jul 17

Falava de onde morava quando solteiro, e de como as casas naquela rua tinham jardim e ou quintal, como isso se perdeu nos dias de hoje. Na Álvares Cabral onde passei trinta anos quase todas as residências tinham as duas coisas. Depois de a minha vizinha, D. Maria, ter morrido – ela é que matava as galinha da avó, as que andavam lá pela capoeira morriam de velhice, já sem penas, frágeis, sem conseguir debicar.

 

Depois recordei um episódio cómico da minha juventude. Essa vizinha tinha um cão muito pequeno e anafado, de uma voracidade indescritível. A senhora chama-me aos gritos. O bandido tinha conseguido abrir a porta do galinheiro, morto duas galinhas e comido uma e meia. Seria quase o seu peso. No meio de um mar de penas e tripas, uma cabeça e partes várias de galináceo, o canito estava deitado, a boca muito aberta, língua de fora. Estava a morrer de enfartamento. Embrulho-o numa manta, meto-o no carro e levo-o para o veterinário que lhe conseguir limpar o estômago e  fazer vomitar o que a gula não tinha permitido digerir. Ri ao relembrar o episódio, a prova que a gula pode ser um pecado quase mortal.

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