Quarta-feira, 20.02.13

Professor Bambo.

 

"Neste momento, o meu julgamento provisório aponta para uma revisão em baixa da previsão da actividade económica da ordem de um ponto percentual"

 

Ahhh as previsões de Gaspar. Cada tiro, cada melro, cada cavadela, cada minhoca. É este o génio da macroeconomia, funcionário distinto do BdP, director-geral do Banco Central Europeu. A economia é uma ciência muito imprevisível, sobretudo quando se desconhece a realidade e a vida do povo que se governa. Dois meses bastam para uma revisão em baixa.

Fernando Lopes às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 25.01.13

O meu Vítor Gaspar privado.

Este mês resolvi fazer uma análise aos novos escalões de IRS, sobretaxa e afins. Cheguei à brilhante conclusão que, enquanto família, vamos ser subtraídos anualmente em mais de 20.000 euros só em impostos sobre o rendimento, cerca de 40% do total de recebimentos brutos. Fica de lado o IVA, IMI, IUC e muitos outros cujas siglas desconheço. Assim, como cidadão com uma longa carreira contributiva, exijo:

 

  1. Que não se negue nenhum tipo de tratamento a nenhum idoso, excepto se ministrado contra a sua vontade;
  2. Que nenhuma criança com carências fique sem alimentação decente, na escola ou fora dela;
  3. Que os desempregados recebam um subsídio que lhes permita a sobrevivência com dignidade;
  4. Que Vítor Louçã Gaspar passe ocasionalmente cá por casa. Que me faça ternos cafunés. Que me diga que sou o melhor contribuinte do mundo. Que pegue em mim ao colo. Que confesse que a colecta de impostos foi tão boa para ele como para mim.
Fernando Lopes às 19:12 | link do post | comentar
Segunda-feira, 02.07.12

Morram os desempregados, morram! PIM!

A tentativa de esclarecimento de Pedro Passos Coelho para a desastrosa execução orçamental do primeiro trimestre foi  "... explicada pelos estabilizadores automáticos, seja o aumento do número de subsídios de desemprego pagos, seja aumento de outras prestações sociais". Deixem-me ver se eu entendi bem. Não foram as medidas "para além da troika" que levaram ao desemprego, foram os desempregados, esses mandriões, que depois de dezenas de anos a descontar para a Segurança Social, num momento grave da sua vida, recebem os subsídios a que têm direito. Não foi esta política que levou ao aumento do número de beneficiários do RSI, foram esses calões que se governam com uma miséria, que tiveram a audácia de exigir o apoio que a lei consagra. Estas declarações são de uma gravidade extrema e um bom exemplo do estado de alienação a que chegou este PM. Os efeitos são tomadas como causas, o que prova bem que com este senhor a gerir, até uma taberna estrategicamente colocada ao lado de um centro de recuperação de alcoólicos, conseguia ter prejuízo. 

Fernando Lopes às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 23.06.12

Murro em ponta de faca

O que todos sabiam, foi finalmente admitido pelo visionário Gaspar. Chegamos a um momento em que, por mais que se aumentem os impostos, as receitas diminuirão. É o excesso fiscal a gerar o efeito contrário ao pretendido. A política deve ser dos políticos, não dos tecnocratas, que baseados em modelos teóricos de fiabilidade duvidosa, insistem, como num passe de mágica, na austeridade regeneradora. Não é. É um modelo falhado. E para isso não é preciso ser economista, basta ter senso comum. As famílias portuguesas receberão nos próximos meses um balão de oxigénio com os subsídios de férias. Meio milhão de funcionários públicos estão excluídos. Os outros utilizarão o dinheiro para pagar contas. Em Setembro surgirão novas medidas de austeridade, numa espiral que tudo suga. E Gaspar, atafulhado em "curvas de Laffer", em baixa de receita, em aumento substancial do desemprego, continuará a dar murros em pontas de faca. E nós a sangrar por ele.

Fernando Lopes às 10:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 05.06.12

Um clássico

"Estivemos à beira do abismo, mas demos um passo em frente."

Fernando Lopes às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 24.05.12

Em Portugal, o sol também se paga

Governo lança programa "reforma ao sol"

 Jornal de Negócios, 02/08/2011

 

Governo começa a cobrar impostos a reformados estrangeiros

 Dinheiro Vivo, 23/05/2012

 

Afinal, o CNA (Cluster Nacional de Aparadeiras), que propus ao Álvaro, vai ter que esperar.

 

Fernando Lopes às 21:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 13.05.12

Coelho, não saias da lura ...

Passos Coelho vaiado na Feira do Livro

 

(Sócrates, de má memória, levou uns anitos a atingir estes níveis de popularidade ...)

Fernando Lopes às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 12.05.12

Muda de vida









Fernando Lopes às 00:17 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 12.04.12

Cortina de fumo

Esta treta de querer proibir o fumo nos automóveis quando lá se deslocam criancinhas, é coisa de spin doctor para desviar a atenção dos verdadeiros problemas que a saúde, em vias de privatização, atravessa. Quando estranhas gripes matam idosos, quando um ex-responsável do IPO assume que a qualidade do tratamento aos doentes oncológicos está ameaçada com os cortes e que nem sempre são prescritos os medicamentos mais eficazes devido ao preço, quando a pretexto da racionalização se pretende fechar a maternidade mais emblemática do país, surgem notícias patéticas como a da proibição de fumar com infantes a bordo. Qualquer pai sensato já o faz, este vosso criado incluído. Estas medidas higienistas são elas sim, uma cortina de fumo para que discutamos o acessório e esqueçamos o essencial. O SNS universal e tendencialmente gratuito já morreu. Paz à sua alma.

Fernando Lopes às 08:31 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 09.04.12

Vá-se Foder!

 

Ouvir a besta nomeado ministro, explicar aos deputados da nação e aos portugueses, que 2014 é o ano que precede 2015, contradizendo-se e alegando um lapso, só me merece uma simples observação. Vá-se foder!

Fernando Lopes às 08:36 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 03.04.12

é catastrófico, mas não é grave!

Este governo carece de discurso político. Apertado entre tecnocratas estrangeirados e mega ministérios, é raro vislumbrar uma centelha de um plano para a sociedade. Essencialmente, Gaspar, o ministro com maior peso, limita-se a fazer contas como o Sr. Manuel merceeiro, só que em grande. Esta navegação à vista, sem uma ideia estruturante para o futuro e seguindo o diktat de Merkel e dos mercados é assustadora. Daí que não espante que o responsável das finanças consiga produzir afirmações como esta, sem ser penalizado politicamente.


Para Vítor Gaspar a situação económica do país está a atingir valores mais baixos e por isso mesmo não existe uma "situação de catástrofe". De qualquer forma o ministro considera que "não podemos excluir a possibilidade de materialização de riscos."

 

Pronto, estamos só em crise e apenas se vislumbra a catástrofe. Fico muito mais descansado.

sinto-me:
Fernando Lopes às 18:44 | link do post | comentar
Quarta-feira, 21.03.12

Não temos multibanco

multibanco

Quando frequentarem cafés e restaurantes reparem se existe serviço de Multibanco. No restaurante habitual acabou-se, para não aumentar os preços e manter clientes. Confeitaria, idem. O aumento de impostos faz crescer a economia paralela. Os comerciantes optam por este expediente. Não pagam comissões aos bancos e subfacturam. Não é honesto? Pois não, mas trata-se da sobrevivência de pequenos negócios. Expliquem isto ao Ministro das Finanças. É por estas e outras que a receita caiu e vai continuar a cair. Parece que não ensinam muito sobre o mundo real nas universidades.

Fernando Lopes às 00:19 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 16.03.12

Ficar aquém da troika

Se alguém tinha dúvidas sobre a intocabilidade das rendas da EDP, basta ouvir António Lobo Xavier, fiscalista e advogado dos grandes negócios, ontem na Quadratura do Círculo. As reflexões de Lobo Xavier são simples. Os contratos são blindados, impedindo a negociação das rendas excepto com a anuência das partes. No contrato de venda da EDP aos chineses da Three Gorges essas rendas eram garantidas como condição para a concretização do negócio e last but not least, os dividendo são pagos à entidade que nesse momento é titular das acções. Notório foi também o modo como falou sobre o ex-Secretário de Estado da Energia, admitindo uma postura confrontacional com os interesses instalados. Ressaltam algumas ideias:

 

- A venda da EDP foi um bom negócio só para os chineses. (Nenhum negócio que proporciona rendas garantidas é um bom negócio no longo prazo. Serão os cidadãos portugueses chamados a assegurar estas rentabilidades pela via fiscal. O estado faz um encaixe temporário e posteriormente depaupera os cidadãos).

 

- Passos Coelho mente. Aos chineses, aos portugueses ou à troika, ainda não sabemos. Não pode estar bem com Deus e o Diabo. Ou não cumpre as imposições relativamente ao mercado energético ou renegoceia o contrato de privatização. Uma das partes terá de ceder.

 

- Henrique Gomes foi convidado a sair, porque enfrentou Mexia e queria uma renegociação parcial das rendas. A corda partiu pelo elo mais fraco.

 

- Será resolvida esta questão com uma solução salomónica. Renegociar-se-á muito aquém da troika. Um acordo permitirá aos chineses aceder a rentabilidades ligeiramente reduzidas, mas mesmo assim muito superiores ao razoável e Passos dirá que foram cumpridas as indicações constantes do memorando. Na essência assistir-se-á a uma "reduçãozinha" consentida pelo accionistas da eléctrica para português acreditar e a troika olhar para o lado, complacentemente. Quem perde? Os mesmos de sempre, os consumidores.

Fernando Lopes às 08:12 | link do post | comentar
Terça-feira, 21.02.12

Expurgar

"Limpar (escritos ou livros) de erros, de doutrinas perniciosas, do que não convém à Igreja Católica ou aos governos."
Dicionário Priberam

 

Atrevam-se a ficar três longos anos sem estarem doentes, que logo serão purificados, limpos.

Fernando Lopes às 13:37 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 09.02.12

flop

Confesso que não sou um admirador do Carnaval. Nunca me fantasiei, nem quando isso me distinguia negativamente dos outros meninos. Conheço pessoas que vibram, adoram transfigurar-se. Uma das maiores admiradoras desta festividade só não participa por impossibilidade física. Já ultrapassou os 92 e continua a ser uma das suas festas favoritas, recordada com imensa saudade e um brilho nos olhos.

O abrasileiramento da celebração também contribuiu para o meu afastamento. Ver moças roliças a imitarem o clima e a sexualidade tropical é deprimente. Existe no entanto, a inegável vantagem de as temperaturas gélidas entumecerem seios flácidos e adelgaçarem coxas agricolamente robustas. A dispensa está prevista em quase todos os acordos colectivos de trabalho, pelo que serão os pobres dos funcionários públicos, uma vez mais, os principais sofredores com as crises autoritárias e uma moral calvinista que parece ter entrado por Coelho acima como supositório de Ben-U-ron em rabo de criancinha.

As autarquias maribam-se para a decisão do governo, tomada 21 dias antes, à saída de uma reunião, divulgada perante as câmaras de TV e ignorando o investimento financeiro e afectivo que muitas populações fazem nesta data. Além de Coelho, Álvaro e alguns flagelados da função pública, ninguém trabalhará na próxima 3ª feira de Carnaval. No meio desta "estória", uma vantagem. Todos adivinhamos que, mesmo no gabinete, a produzir despacho atrás de despacho, Coelho vai estar fantasiado de palhaço.
Fernando Lopes às 00:48 | link do post | comentar
Terça-feira, 07.02.12

a ignorância da troika das tradições indígenas

Ontem, Pedro Passos Coelho (sempre ele), com o ar cândido que o caracteriza, referiu-se à visita da troika em Junho dizendo “A troika trabalhava. O País aproveitava as pontes”. As pontes a que o láparo se referia era coincidentes com os feriados do 10 e 13 de Junho. Ao contrário do que quer fazer crer o bom do Pedro, nem todo o país fez ponte.

Nas localidades onde não se festeja o Santo António, os portugueses trabalharam no dia 13, este vosso criado incluído. PPC acha que o país devia laborar com afinco enquanto "burocratas de quinta linha" se reuniam com o então moribundo governo português. É o complexo do bom aluno em todo o seu esplendor.

Se os emissários da senhora Merkel tivessem feito o trabalho de casa saberiam a 10 de Junho se comemora o Dia de Portugal e que 13 é o dia de Santo António, padroeiro da capital portuguesa. Independentemente de outros factores, conhecer a cultura indígena faz parte dos hábitos do viajante informado, seja ele da troika ou não. Sugere-se às forças de ocupação e ao próprio lagomorfo "Portugal - A Guide For Dummies".

Fernando Lopes às 19:22 | link do post | comentar
Quinta-feira, 12.01.12

O novo desígnio nacional

(clique na imagem)
Fernando Lopes às 22:54 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Segunda-feira, 02.01.12

A "Relvas" deles ao menos é gira!


Soraya Sáenz é a nóvel ministra das más notícias para "nuestros hermanos". Mal por mal, prefiro uma carinha laroca a anunciar as desgraças. Além dos atributos visíveis a senhora tem também o mérito de ter concluído a licenciatura aos 23 anos e um curriculum académico. O nosso ministro da propaganda concluiu o curso de Vara, Tó Zé Seguro e muitos outros néscios aos 46. Só porque não se pode ser ministro sem se ser doutor ...

Fernando Lopes às 19:18 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 30.12.11

Figura do ano: O lagomorfo


Se 2011 fosse um horóscopo chinês, este seria, sem sombra de dúvida, o ano do coelho. Os portugueses substituíram um animal feroz, por outro aparentemente fofinho e inofensivo. Quem já lidou com esta espécie, sabe que apesar da aparência ternurenta, são implacáveis. Primeiramente, soltam caganitas por tudo o que é sítio. Estes bichinhos, são também, peritos em destruir tudo o que seja cablagem, deixando-nos sem corrente eléctrica, e, consequentemente, privados de todas as facilidades do mundo moderno. Ora, não restam dúvidas que o Coelho tem andado a largar poias indiscriminadamente, e em seguida, destruí-nos as ligações, pelo que Portugal inteiro está cheio de merda e sem energia.
Fernando Lopes às 13:17 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 15.12.11

Três Garganta(s) Funda(s)


Sou contra as privatizações de bens essenciais como a electricidade, gás, água ou combustíveis. O Estado devia ter uma posição largamente maioritária nesta empresas, porque prestam um serviço indispensável à população. Feito este ponto prévio, aceito com desconforto algumas das privatizações que aí vêm. A EDP vai para mãos estrangeiras a curto prazo. Como todos sabemos a EDP é antes de mais uma espécie de cobrador do fraque, pois na factura aparece de tudo, além da electricidade. Este esquema bem português deu tal resultado que até os gregos vão ter um "imposto predial" na conta da luz. O chico-espertismo nacional faz escola por essa troika fora, em versão revista e adaptada.

A senhora Merkel resolveu meter uma cunha a Passos Coelho. Também a célebre cunha é uma invenção portuguesa adaptada por aqueles que nos espoliam. Se existissem patentes para os expedientes do estado português tínhamos o futuro garantido para os próximos quinhentos anos.

Acontece que a E.ON está a oferecer metade do valor que os chineses da China Three Gorges Corporation estão dispostos a gastar. E aqui não existe nenhuma "garganta funda" que não o valor do dinheiro. Os estatutos da eléctrica portuguesa são blindados. Significa isto que independentemente da percentagem de capital social que uma entidade possua, só pode exercer 20% dos direitos de voto.

Isto obriga a consensos estratégicos. Passso Coelho fala em "projecto". Eu falo em dinheiro. Se a nossa empresa não for vendida pela melhor oferta, tudo terá que ser muito bem explicado. E não me venha com tretas de "projectos" ou "interesses estratégicos". Não  e-x-i-s-t-e-m.

A acontecer teriamos de receber contrapartidas no valor de milhares de milhões de euros. E já temos as experiência das mesmas no caso dos submarinos e de veículos militares. Os alemães não as cumprem. Assim façamos de Fausto e vendamos a alma a quem pagar mais. É a única forma séria de resolver este assunto. Ou será que num futuro não muito longínquo veremos um Coelho à frente da E.ON Portugal ?
Fernando Lopes às 21:23 | link do post | comentar | ver comentários (5)
 

posts recentes

Feedback

na boca do povo

subscrever feeds

tags

arquivo

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

recomendações