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Pois...

por Fernando Lopes, 24 Dez 17

O amor é divino.

Marcel Proust
 

É a única forma de eternidade, o lado solar da natureza humana, aquilo que nos faz superar-nos todos os dias.

 

Um Natal cheio de amor.

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Xmas Card From A Hooker In Minneapolis

por Fernando Lopes, 24 Dez 16

 

 

 

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Postais há muitos!

por Fernando Lopes, 21 Dez 16

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Queria dar-vos um postal de Natal. Procurei na net, certamente haverá melhores, mas este foi pensado para vocês que me lêem, que fazem o favor de ser meus amigos. É apenas um soldadinho-arauto que está ali para os lados da Boavista. Anuncia o meu desejo simples, de um Natal e Ano Novo em que os vossos sonhos, quiméricos que sejam, se realizem.

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Pôr açúcar em tudo.

por Fernando Lopes, 15 Dez 16

Qualquer celebração em Portugal tem forçosamente de incluir comida. O Natal não é excepção. A avó era modista dos Riba D’Ave, uma família nobre que habitava o local mais chique desta cidade, a Marechal Gomes da Costa. Era gente de respeito, dinheiro velho, tratavam-nos com cortesia. Apenas 4 ou 5 anos, pela mão da já então velha senhora, abriam-se-me as portas não da vida dos remediados de classe-média a que estava habituado, mas das pinturas dos familiares em pose, candelabros do melhor cristal, enormes espelhos rodeados de uma espécie de talha dourada, salões, criadas de quarto e de sala rigorosamente fardadas. Entrar ali, tão tenra idade, era o equivalente a uma viagem a um planeta brilhante e desconhecido.

 

Uma vez, ainda antes de entrar para a primária, pediram-nos para esperar numa sala lateral à grande sala de jantar, a que então chamavam saleta. Era onde eram recebidos os assim-assim a que pertencíamos, não por onde entravam serviçais e criadagem, nem os ilustres visitantes de tão nobre família. Uma espécie de purgatório, mas em sala.

 

A sra. que tinha um título nobiliárquico qualquer pediu-nos para aguardar um pouco, era época de Natal e estava a supervisionar a feitura dos doces. Chegou-se-nos com uma frase que nunca esqueci:

 

- Desculpem, estava a dar umas ordens na cozinha. Pelo menos o Natal dos pobres é simples, basta pôr açúcar em tudo. Fritam pão e açúcar; rabanadas, farinha com açúcar são sonhos, canela no arroz e está feito o arroz-doce, faz-se massa com açúcar e chama-se-lhe aletria.

 

Verdade que nesta época muita da nossa doçaria tradicional de cariz mais popular mais não é que pegar em alimentos convencionais e adoçá-los. É uma herança de país pobre que fomos, somos, e a que atavicamente continuamos agarrados.

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Para ti, avó.

por Fernando Lopes, 21 Dez 15

Não sou, não vou, não posso, não quero, ser hipócrita. As pessoas têm graus de importância na minha vida. Amor total e absolutamente incondicional senti-o duas ou três vezes. Fazes-me falta sempre, mais ainda no Natal, porque tu eras o Natal, particular, só meu, que me acontecia todos os dias. Mais uma vez – já lá vão dez anos – vou estar à mesa sem os teus olhos luminosamente azuis, sem o teu jeito rude de matriarca atarefada, sem o teu amor, o teu bacalhau, os teus ralhetes a fingir pelo excesso de Alvarinho. Nada é como quando estavas, minha cuidadora, minha bimãe. Deixa-me dizer-te um segredo: quando dizias que ninguém cozinhava como tu e te desmentia, era apenas para ser pacificador, nunca, ninguém, consegui como tu escrever amor sob a forma de comida. Para te sossegar, digo-te que, estranhamente ou talvez não, estás lá, como se de forma mágica ainda supervisionasses tudo. De modo diferente é certo, estarás sempre connosco, comigo. Bom Natal, Vó.

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Carta à minha filha pelo Natal.

por Fernando Lopes, 23 Dez 14

Amanhã seremos sete à mesa. Cinco adultos, uma adolescente, e tu, minha filha, ainda uma criança. Porque não acredito na filosofia «tudo se cria», não te pude dar o presente que merecias, que merecíamos, uma família alargada. Sempre pensei que os pais deviam proporcionar o melhor aos filhos, superando a geração anterior, senão em talento, pelo menos em condições para que possas crescer preparada para o mundo hostil que te rodeia. O melhor que te posso oferecer é educação, o mais que te posso ensinar é o respeito pelos outros e carácter. Os bens materiais são apenas um meio para um fim, por isso te comprei o MP4 que pediste. Um meio para que aprendas a amar algo quase sagrado, a música. E lembra-te, mais importante que os presentes é o que podemos aprender com eles. Antes de tudo ama. Ama as pessoas, a arte, os livros, o semelhante e o diferente, a alegria e a dor. Tudo isto fará parte da tua vida. Aprende a caminhar com a cerviz direita, a aceitar o que não compreendes, a tentar entender o que te é estranho. O melhor presente te posso dar é o meu amor e esse já o tens de modo incondicional. Feliz Natal, Tilucha.

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Canção de Natal.

por Fernando Lopes, 24 Dez 13


Feliz Natal. Volto já.

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O meu cartão de Boas Festas.

por Fernando Lopes, 20 Dez 13

Roubado à descarada da Fábrica de Escrita.

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Presente para sogras e afins.

por Fernando Lopes, 16 Dez 13

                                      (clique na imagem)

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