E agora?
Duas manifestações, centenas de milhares de cidadãos nas ruas. A troika indiferente, o governo acossado, mas no poder, o desemprego e a degradação das condições de vida em crescendo, mais um annus horribilis. O facto de a maioria dos manifestantes não serem politizados, atemoriza. Muitos dos que estavam a meu lado voltarão a votar no centrão, que para auto-preservação criou laboriosamente, durante quase quatro décadas, esta acefalia. E agora? Quantos estão dispostos a dar o corpo às balas? Quantos acreditam verdadeiramente na mudança? Temos revolução em Abril ou voltámos a ladrar ao poder em Maio?





