Sábado, 18.05.13

AC/DC.


A propósito do comentário a um post anterior recordei os AC/DC. É a única banda que me faz regredir 33 anos. Bato o pé, imito Angus Young, lançando a perna para o vazio em pequenos saltos, vibro inebriado. Não existe nada tão datado e tão eterno como os AC/DC. É tribal, ritmo sincopado, quatro ou cinco acordes, o rock na sua essência, a apelar aos sentidos e à vontade de nos movermos furiosamente. 

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Fernando Lopes às 13:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 13.04.13

Branca de alma negra.


A avó tinha a expressão mais racista que ouvi até hoje. Quando um preto era simpático, inteligente, culto, dizia “é um preto de alma branca”. Tal como as almas, as vozes não têm cor, ain’t that rigth Miss Stone?

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Fernando Lopes às 00:27 | link do post | comentar
Domingo, 24.03.13

I Hope I don't Fall in Love with You.

 

Well if you sit down with this old clown, take that frown and break it,
Before the evening's gone away, I think that we could make it.

 

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Fernando Lopes às 00:01 | link do post | comentar
Sexta-feira, 08.03.13

Dizê-lo com música.

Fernando Lopes às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 02.03.13

Portugal, País de poetas.


Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum 
Cantá-lo bem 
sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém
mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia
eu não espere mais um dia
por aquele que nunca vem 
e aqui esteve presente

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Fernando Lopes às 12:57 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 12.02.13

Já tod@s pensamos dizer isto!

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Fernando Lopes às 11:42 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sábado, 02.02.13

You're my sweet.

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Fernando Lopes às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 13.01.13

If you want the love of a man, come and get it.


Um bom conselho, a aplicar por aí, sem reservas de sexo, idade ou religião. O amor é o que somos capazes de fazer dele.
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Fernando Lopes às 13:20 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 05.01.13

I need a dollar.

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Fernando Lopes às 00:35 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.12.12

Os velhos do jardim.

 

 

Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;

 

Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.

 

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

 

 

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Fernando Lopes às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 01.12.12

Lola




A estória de um encontro entre um ingénuo e um travesti. Muito 70's e muito bom.
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Fernando Lopes às 13:35 | link do post | comentar
Terça-feira, 27.11.12

I Feel Like Going Home


He calls me to the ocean
Takes me wandering through the street
A restless imagination
But for now, I move my feet on the ground
'Cause I feel like going home


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Fernando Lopes às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 22.10.12

Searching for Sugar Man

 

Rodriguez era, nos anos 60, um músico talentoso que actuava no circuito de bares de Detroit. Editou dois discos sem fama ou proveito. Com concertos intermitentes até ao início dos anos 80, desapareceu do mundo da música. Rodriguez não sabia que era um êxito na África do Sul. Tinha uma popularidade enorme, sendo a sua música considerada a banda sonora de toda uma geração. Retirado, correu no país africano o boato da sua morte. Alheio a tudo isto, durante décadas, trabalhou na construção civil e estudou filosofia.

 

Uma das suas filhas descobriu que o pai era uma celebridade através de um site que lhe era dedicado. Os fãs sul-africanos de Rodriguez tinham iniciado uma busca pelo seu ídolo e uma série de coincidências felizes levam-no a actuar no continente negro, de onde apesar dos milhares de discos vendidos, nunca tinha obtido um cêntimo ou notícia da sua popularidade. Já sexagenário, recebe finalmente o carinho do público que lhe tinha sido negado durante décadas.

 

Esta história de fadas dos tempos modernos é contada pelo realizador sueco Malik Bendjelloul no filme "Searching for Sugar Man". Comovi-me com esta história, com a persistência de Bendjelloul e a simplicidade de Rodriguez. Como bom chorão não consegui conter uma lágrima.

 

A história do renascimento de Rodriguez pode também ser vista neste documentário da CBS.

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Fernando Lopes às 12:45 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 26.09.12

Batô

 

 

Assim mesmo, num aportuguesamento desavergonhado do francês. A quem tem menos de 35 anos e não é do Porto, o nome pouco dirá. É uma discoteca de pop-rock alternativo, provavelmente uma das últimas do género no país. Para os lisboetas, uma espécie de alma gémea do 2001 no Estoril, em versão kitsch. O local pretende recriar uma velha nau, com almas dançantes a acotovelarem-se no convés. Nos anos em que a rádio exercia o papel de divulgadora da música popular, era lá que se podiam ouvir as novidades chegadas de Londres ou Nova Iorque. O local ganhou uma aura mítica e ainda hoje é abalroado por várias gerações amantes da música popular de origem anglo-saxónica. Na última quinta feira de cada mês é proporcionada aos velhos clientes uma espécie de romagem da saudade, com música e preços dos anos 80 e 90. Se não se importa de encontrar um ex-punk, agora burguês e careca, se o seu coração não sangrar ao ver a brasa do liceu transformada numa matrona, vá. Vai encontrar caras da sua juventude, em muitos casos acompanhado(a)s pelos filhos. Fica aqui um cheirinho da música que passa(va) no tempo em que os animais falavam. Não ficará para a história, mas é divertida. Não vou lá estar, mas, por favor, bebam um copo por mim.  

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Fernando Lopes às 00:55 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 05.08.12

Eu ainda sou do tempo

em que as vedetas eram os músicos, não os marmelos por detrás de uma mesa de mistura. Assistir a uma espécie de entronização dos DJs, transformá-los em estrelas, é, para mim, profundamente estranho. Nas festas de garagem dos anos 80 (sim, houve um tempo em que a malta não tinha dinheiro para discotecas), o DJ era sempre criteriosamente seleccionado por ser um bocado geek e pelas baixíssimas probabilidades de engate. "The times they are a-changin'".

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Fernando Lopes às 11:21 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 01.07.12

Lips like sugar, sugar kisses

 

As expectativas eram baixas. Já tive a minha dose de alegrias e desilusões revendo bandas míticas dos anos 80 e 90. Num cenário de postal ilustrado, o Mosteiro da Serra do Pilar, encontravam-se dois ou três mil fans. A fauna andava toda pelos 40, muita careca e cabelo branco. Com meia hora de atraso iniciam-se as hostilidades. Aos primeiros acordes, olho surpreso para o Madureira, músico amador com longa experiência. A voz está lá, límpida, com diferenças imperceptíveis em relação ao que se passava há mais de um quarto de século.

O som, estranhamente baixo para um concerto rock, tinha a vantagem de total limpidez e ausência de reverberação. A guitarra igual. Esboçam-se os primeiros sorrisos. Está a correr melhor que o esperado. Durante uma hora, Mcculloch e os seus rapazes desfilam os clássicos da banda. "Seven Seas", "Rescue", "The Cutter", "Killing Moon" e muitos outros. A rapaziada está em grande forma e o concerto decorre de forma surpreendentemente agradável. Pelo meio uma bucha de "Roadhouse Blues" dos Doors.

Totalmente à anos 80, a malta pede mais. E têm direito a brinde. Dois encores, o hit "Lips like Sugar" e uma versão de "Take a Walk on the Wild Side", com direito a tu-turu-turu-tu-tu, turu-turu, turututu em coro e tudo. Dizem que não se deve voltar a locais onde já se foi feliz. Mentira. Um belíssimo concerto por 7,5€, uma noite bem passada e a certeza de que há bandas e músicos que envelhecem com qualidade. Tal como o seu público.

 

 

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Fernando Lopes às 10:24 | link do post | comentar
Sábado, 30.06.12

Echo & the Bunnymen 30 anos depois

 

Vi os Echo & The Bunnymen em 1982 em Vilar de Mouros. Sem bem me lembro, aguardávamos os Heróis do Mar e "Amor", e as vedetas da noite eram os Stranglers. Os Heróis não apareceram, os Stranglers já estavam em fase decadente e Ian e a sua banda foram a única coisa boa daquela noite, excepção feita à erva e cerveja. Actuaram no canto esquerdo do palco, para não interferir com o equipamento das vedetas de "Golden Brown". Hoje, 30 anos, 20 quilos e dezenas de milhar de cabelos brancos depois, vou revê-lo(s), graças ao meu irmão Pedro. Eu depois conto.

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Fernando Lopes às 02:14 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 01.04.12

coisas que se fazem com um pedaço de pau e seis cordas

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Fernando Lopes às 11:29 | link do post | comentar
Sexta-feira, 23.03.12

do meu baú (II)

 

Escucha bien, mi viejo amigo
no se si recordarás
aquellos tiempos ahora perdidos,
por las calles de esta ciudad.

 

Leímos juntos libros prohibidos,
creímos que nada nos haría cambiar,
vivimos siempre esperando una señal.

 

En el límite del bien,
en el límite del mal.
Te esperaré en el límite del bien y del mal.

 

 

 

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Fernando Lopes às 18:46 | link do post | comentar
Domingo, 19.02.12

Klepht - Idade da Estupidez

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Fernando Lopes às 00:36 | link do post | comentar
 

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