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«O adultério do homem é um gravíssimo atentado à honra e dignidade da mulher. Sociedades existem em que o homem adulto é alvo de castração até à morte. Na Bíblia podem ler que o homem adúltero deve ser punido com a morte.

 

Ainda não foi há muito tempo que a Lei Penal (Código Penal de 1886, artigo 372º ) punia com pena pouco mais que simbólica a mulher que, achando seu marido em adultério nesse acto o matasse.

 

Com estar referências pretende-se, apenas, acentuar que o adultério do homem é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são os homens honestos os primeiros a estigmatizar os adúlteros) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pela mulher traída, vexada e humilhada pelo marido.».

 

Basta trocar o género a que se refere este pedaço de merda a que chamam acórdão para se ver bem quão ridículo é. A legitimação da violência por um juiz devia na melhor das hipóteses, inibi-lo da profissão, na pior, leva-lo à cadeia por cumplicidade.

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O juiz que manda uns bitatites.

por Fernando Lopes, 12 Set 16

A modéstia exagerada é uma forma extrema de vaidade. É assim o juiz Carlos Alexandre, a dizer-se saloio para que lhe elogiem a enorme urbanidade. Desconfio de super-homens. Não sei como tem humanamente tempo para ler processos de milhares de páginas, ouvir tudo, saber tudo. Talvez não durma nunca, trabalhe sábados e domingos, um ser virtuoso de energia inesgotável.

 

Não me interessa a vida privada de um juiz, só os seus pareceres e sentenças devem ser públicas. Um agente da lei deve resguardar-se, deixar que os seus doutos pareceres façam jurisprudência, não aparecer na televisão como qualquer artista, político, ou figura que por necessidade de ofício tenha de se mostrar.

 

Não sei se Sócrates é culpado ou não, o processo ainda não passou da fase de instrução. Nem me interessa. Sei é que um magistrado não pode mandar bitaites. «Sou o saloio de Mação que não tem dinheiro em nome de amigos», é uma boca lateral a Sócrates. Um juiz não manda bocas, cinge-se à investigação, cumprimento e aplicação da lei. Fez um juízo moral, insinuou. Foi boa a entrevista, deram-lhe uma pá para a mão, e o «saloio» enterrou com todo o vigor a credibilidade – já de si duvidosa – que lhe restava. Requiescat in pace.

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  • Fernando Lopes

    Tu és de pouco alimento, a despesa suporta-se bem....

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    Com a poupança que tens tido nos almoços comigo e ...