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Have you ever considered any real freedoms? Freedom from the opinions of others...even the opinions of yourself?
[este post é um spoiler. Se pretende ver o filme, ignore-o.]
Um casal de octogenários, ex-professores de música, pessoas cultas e educadas, vivem uma tranquila existência parisiense, entre a música e os livros. São respeitados, e alguns dos seus alunos tornam-se executantes prestigiados de música clássica. Têm uma filha e um genro também profissionalmente ligados à música. Anne sofre um ataque que a deixa paralisada do lado esquerdo. Ao regressar a casa obriga o marido Georges, a prometer que nunca a irá hospitalizar ou colocar num lar de terceira idade. Este, cumpre-a, mas a saúde de Anne degrada-se novamente, ficando num estado semi-demencial, aprisionada a uma cama. Georges mantêm-se fiel ao seu amor, mas num momento de desespero, sufoca-a com a almofada. Veste-a, rodeia-a de flores com uma deusa e parte para não mais ser encontrado. Presume-se que se terá suicidado, ou simplesmente deixado morrer.
Um filme num ritmo lento, rodeado de pequenas cenas da vida doméstica, que nos deixa uma questão clássica: é legítimo que, por amor, desespero, egoísmo, ou uma combinação dos três, possamos terminar com a vida de alguém que nos é querido e perdeu a capacidade de decidir? É um acto de amor ou de egoísmo? Devemos prolongar a agonia de quem amamos pelo prazer egoísta de o(a) termos junto de nós por mais algum tempo? Responda quem souber. Eu não sou capaz.